Os voluntários normalmente são chamados para atuar onde "ninguém quer ir ou ninguém vai". A foto abaixo é só uma pontinha do problema.
A Ilha de Mangaratiba, no Rio de Janeiro, abriga dezenas de gatos doentes e furiosos. Ninguém sabe, ao certo, como os bichanos foram parar no local, cercado de água. A intenção dos veterinários eram entrar na reserva, montar armadilhas, capturar, castrar, coletar amostras de sangue e fezes de todos os gatos. No entanto, como se transformaram em "feras", poucos foram capturados com emprego de sedativos.Os voluntários emitiram um triste diagnóstico: todos os gatos estão doentes. Os adultos foram devolvidos à ilha após os procedimentos. Já os filhotes, alguns muito pequenos, foram recolhidos e serão encaminhados para adoção. Os pequeninos estavam fracos e sendo devorados vivos por carrapatos. Os veterinários não receberam qualquer apoio financeiro. De acordo com os voluntários, os gatos que vivem na ilha representam uma grande ameaça, já que estão se alimentando de ovos e filhotes de aves silvestres e até migratorias, pequenos répteis e pequenos mamiferos, além de competirem diretamente com predadores naturais. Isso sem contar que disseminam diversos patógenos, fatais para a fauna local.
Os veterinários constataram que os animais se encontram abandonados e entregues à própria sorte e se reproduzindo descontroladamente, representando inclusive, risco à saúde publica. A equipe foi composta pelos veterinários Amélia, Léa e Marzureyk, do Projeto Veterinarios na Estrada, e pela veterinária Carla Sassi, do Instituto Boto Cinza, que forneceu embarcação e alojamento. Paralelamente à expedição, a ONG realiza campanha de conscientização da população local, para que outros animais não sejam abandonados na ilha novamente, já que se não forem castrados, se reproduzem desordenadamente e representam grande risco ambiental e a saúde publica, com disseminação de zoonoses em potencial como leishmaniose, raiva, verminoses e sarna humana (escabiose).
Interessados em auxiliar o Projeto Veterinários na Estrada devem manter contato pelos telefones (11) 5062-8522, 2592-2645, 8298-9261 e 8778-1792.
