A queda

A queda

Fabricantes sofrem efeitos da inflação e têm queda nas vendas

Renato Rossi

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A Associação Chinesa de Carros de Passageiros comunicou nesta semana uma queda de 37% no maior mercado automotivo do mundo. Nos Estados Unidos, a inflação que chega a 5% significa o maior índice em décadas em um país acostumado à inflação zero e preservação do poder aquisitivo. Dirigentes de montadoras americanas foram à mídia nos últimos dias para salientar as dificuldades que enfrentam na falta de semicondutores, no alto custo das matérias-primas, cada vez mais escassas, e nas interrupções variadas em cadeias de suprimentos. 

E marcas dominantes no mundo sofrem os efeitos da inflação nos EUA. A Volkswagen, Honda, Nissan, Mercedes-Benz e Ford caíram, em média, 25% nas vendas. Apesar da retração do consumo, os preços do “zero km” subiram mais de 16%. A inflação junto à falta de componentes também freia a venda de carros elétricos no mercado europeu e americano. Já que um elétrico custa 10 mil dólares a mais em relação ao carro a combustão. 

No Brasil, a queda nas vendas dos veículos em abril foi de mais de 20%. E a retração se ampliará devido a problemas como a continuada falta de chips. Mas também pelo aumento da inflação e pelas constantes elevações nos preços dos carros “zero”. Aumentos gerados pela necessidade de as montadoras comprarem componentes a dólar no mundo. Uma situação que pode se agravar já que a China que vende bilhões de dólares em peças está com 23 cidades de grande porte em lockdown, algumas delas importantes produtoras de componentes eletrônicos. O novo marketing da crise é vender pouco e cobrar mais pelo “maior valor agregado”.


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