A apresentação do novo Tcross, na noite de quinta feira, na sede da revenda Guaibacar na avenida Sertório, gerou uma forte carga emocional. A Guaibacar foi invadida pela enchente nas ultimas semanas, que deteriorou partes do ‘show room’, e atingiu o estoque de veículos num grande prejuízo à revenda, o mesmo que atingiu milhares de empresas no Rio Grande do Sul. Das 700 revendas, mais de 300 foram devastadas totalmente ou parcialmente nos últimos trinta dias. O prejuízo humano e emocional não pode ser contabilizado.
No lado material, são alguns bilhões de reais em prejuízos. “Foi tudo muito rápido e a catástrofe nos pegou de surpresa. A Guaibacar vivenciava um ótimo momento e batíamos recordes de vendas nos primeiros quatro meses de 2024. Em questão de horas, a Guaibacar só podia ser acessada por botes de socorro do Exército e lanchas de voluntários. A avenida Sertório, em frente à revenda, virou rio caudaloso”, afirmou o diretor executivo da concessionária, Hugo Pinto Ribeiro.
Visivelmente emocionado, ele agradeceu a todos, mas destacou ao grupo de funcionários que, segundo o executivo, foram incansáveis na recuperação da Guaibacar num tempo recorde.
Para Hugo Pinto Ribeiro, “todos os momentos na enchente foram tensos, as horas de sono mínimas. E as exigências se somavam dia após dia”. “Tínhamos que gerir a frota de veículos atingida pela enchente, havia contatos permanentes com as seguradoras, com a Volkswagen e com a governança do Estado. A contabilização dos prejuízos e estratégia de retorno das operações normais. Um período de muito sofrimento, mas que mostrou a força da solidariedade de todos que nos ajudaram. Estar neste lançamento num ‘show room’ livre de qualquer vestígio da enchente é lembrar das milhares de pessoas que perderem tudo. Das revendas totalmente destruídas no Rio Grande do Sul. E confesso meu desejo é que todo mercado automobilístico se recupere logo. Que pessoas retornem a seus empregos e empresas abram suas portas. Mas sem dúvida devemos estar precavidos em relação ao futuro”, concluiu.
