O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) homologou a GWM no Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover). O Mover é a nova política industrial brasileira voltada para a sustentabilidade e inovação na indústria automotiva. A homologação permitirá à GWM Brasil acelerar sua estratégia de nacionalização e ampliar suas operações no País.
A montadora começará as atividades de produção local com o SUV híbrido Haval H6, que terá as primeiras unidades produzidas ainda em 2024. Na fábrica de Iracemápolis (SP), em março de 2025, iniciará o regime de pré-produção, que servirá para testar e ajustar os novos equipamentos da linha de montagem. Serão verificados também os processos de manufatura e de controle de qualidade. Em 2025, terá início a produção em série do Haval, SUV que faz sucesso no mercado mundial. Segundo Marcio Alfonso, diretor de engenharia, pesquisa, desenvolvimento e inovação da GWM Brasil, a montadora não se limitará à produção de um só modelo em Iracemápolis. "Há dois anos realizamos pesquisa contínua sobre gostos e preferências dos brasileiros, e também sobre a aceitação do carro elétrico. A pesquisa visa definir o segundo veículo a ser produzido no Brasil", acrescentou.
Sobre a homologação da GWM no "Mover", o executivo salientou que "será possível transferir gradualmente todos os processos produtivos, atualmente realizados na China, para a fábrica em Iracemápolis. Para a GWM Brasil, essa transferência de tecnologia se refletirá na qualidade, agilidade na produção e custo competitivo do veículo já no final da linha de montagem. A progressividade tecnológica dos chineses beneficiará o processo produtivo da indústria automobilística como um todo. Através do projeto Mover, componentes devem ser nacionalizados através das parcerias da GWM com indústrias do Brasil. É um ciclo virtuoso de inovação e qualidade", enfatizou o executivo.
A produção até o final de 2025 será de 30 mil SUVs Haval. A capacidade de produção passará para 50 mil veículos até o final de 2026. A meta da GWM é chegar a 150 mil veículos anualmente até 2030. A GWM intensifica o contato com empresas fornecedoras de peças e de tecnologias para parcerias locais, visando apoio técnico e redução nos custos de produção e logística, afirmou Márcio Alfonso.
A fábrica de Iracemápolis iniciará, no primeiro semestre de 2025, a produção do monobloco, soldagem, tratamento superficial, pintura, montagem final e testes, montagem de chassis, freios, eixos e sistemas elétricos. No futuro, a meta é avançar para a montagem de componentes de maior valor agregado, com a possibilidade de montagem das baterias de lítio, consolidando ainda mais a presença da GWM no mercado brasileiro.
Especialistas estimam que a demanda anual global por baterias de lítio para veículos híbridos e elétricos deve ser de 20 a 30 milhões de unidades até 2030.
“Estamos nos aproximando de institutos de pesquisa para tentar viabilizar o desenvolvimento de soluções que permitam trazer as tecnologias da GWM para o Brasil”, destaca Alfonso.
Como parte de seu compromisso com a nacionalização, a GWM já desenvolveu uma lista de mais de 100 componentes para serem produzidos localmente. O objetivo é alcançar uma taxa de nacionalização superior a 60%, o que permitirá à montadora iniciar a exportação de veículos para a América do Sul.
