Carros & Motos

Hilux tem trajetória de sucesso

Caminhonete mantém a história de resistência e força dos modelos anteriores

Design robusto que atrai, e chassis com alta rigidez para enfrentar o uso fora de estrada
Design robusto que atrai, e chassis com alta rigidez para enfrentar o uso fora de estrada Foto : Renato Rossi / Especial CP

A picape Hilux foi lançada pela Toyota em março de 1998 no Japão, já com destinação aos mercados de exportação. Inicialmente, a Hilux teve seu desenvolvimento na subsidiária Hino, da Toyota, especializada em caminhões e veículos de uso comercial e utilitário. Concebida para ser um veículo resistente, de construção e design simplificados, visava reduzir o custo final da picape para torná-la competitiva no mundo. A construção de chassi, sobre o qual é acoplada a carroceria, era a norma na época para picapes. A tração era inicialmente 4x2, e o motor, um 1.5 aspirado a gasolina, acoplado à transmissão manual de 4 velocidades.

A Hilux foi lançada no Brasil no Salão do Automóvel de São Paulo em 1992, inicialmente importada do Japão. Era a quinta geração, equipada com motor turbo diesel 2.4 de 83 cavalos. Em 1997, passou a ser produzida na Argentina e, desde então, é comercializada no Brasil em diversas versões, sendo a líder do mercado de picapes "grandes".

A responsabilidade de quem testa veículos há décadas aumenta quando se tem nas mãos um mito da indústria automobilística.

Dimensões grandes não impedem uso urbano | Foto: Renato Rossi / Especial CP

A bordo está o piloto de testes de CM do CP, a fim de reavaliar a Hilux, que desde os anos 1990 foi testada dezenas de vezes pela editoria de Carros e Motos. As avaliações estão disponíveis no Arquivo do jornal Correio do Povo.

Hora de ligar logo o motor da Hilux SRV 2022, cedida pela Savarauto Multimarcas. Vamos "seguir em frente" nesta opção pela Hilux SRV 2022, com 60 mil quilômetros rodados. Para uma Hilux, cujos motores costumam ultrapassar os 500 mil quilômetros, os 60 mil rodados não são excessivos. Nos primeiros quilômetros rodados, a aparência externa impecável e bela da Hilux SRV se compatibilizou com um alto nível de rigidez torcional. O "sentimento" de um produto íntegro.

No mercado brasileiro, 90% das vendas de picapes grandes destinam-se ao universo rural, que tem seus próprios critérios para aceitar ou rejeitar picapes. Na dura realidade do "Brasilsão" rural, picapes "fracas" não têm vez. Nas estradas sem pavimentação, com carga constante na caçamba, a confiabilidade mecânica é tudo. Nesse sentido, a Hilux continua "no topo".

Motor turbodiesel gera 204 cavalos de potência | Foto: Renato Rossi / Especial CP

Foram 300 quilômetros rodados, majoritariamente em vias urbanas, onde as características mecânicas da Hilux deixaram-na à vontade. Destaque para a elástica potência do motor 2.8 turbo diesel, com 204 cavalos e torque de 50,9 kgfm, que transita com suavidade pelo câmbio automático de seis velocidades. A Hilux é confortável, graças à progressividade da engenharia, que ao longo dos anos tornou a picape menos "puladora" e mais sensível ao conforto de marcha. No entanto, picapes não foram feitas para rodar com a caçamba vazia, e a Hilux transporta até mil quilos de carga. A suspensão traseira tem eixo de torção com feixe de molas semi-elípticas, típico das picapes que trabalham nas lides rurais. A suspensão dianteira é independente, com braços sobrepostos, e muito eficiente, na medida em que evita solavancos na dianteira, ampliando o nível de segurança ativa.

O volante de pequeno diâmetro parece mais o de um carro esportivo e tem o "peso" ideal para um alto nível de controle direcional. A facilidade na condução urbana também se beneficia das dimensões compactas. A Hilux tem 5325 mm de comprimento, 1885 mm de largura, 3085 mm de entre-eixos e 1815 mm de altura. Não falta espaço para até cinco passageiros. Os bancos são confortáveis e tudo soa "ergonômico".

As picapes foram "refinadas" na forma e no conteúdo e agora são veículos estatutários que traduzem o status do ruralista enriquecido por um "agrobusiness" que deu certo. Um ótimo couro reveste os bancos e há bom gosto e funcionalidade no painel dianteiro, que integra uma tela central digital de 8 polegadas, além de um "cluster" para que o motorista visualize funções e as adapte às suas necessidades. Convém salientar que a Hilux SRV de 2021 a 2024 não sofreu mudanças substanciais no design e na performance, mas o trem de força híbrido já é uma opção na versão 2024.

No teste, a Hilux SRV fez em média 10 quilômetros por litro na cidade e até 13 quilômetros por litro de diesel na rodovia. Mas qual é a vantagem de comprar uma picape seminova confiável? Evidente: paga-se bem menos por um produto com a qualidade preservada.

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