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Mercedes GLA 2025 faz “esquecer” o carregador

Motor turbo oferece 163 cavalos de potência

Tecnologia e qualidade da estrela prateada, em novas cores
Tecnologia e qualidade da estrela prateada, em novas cores Foto : Renato Rossi / Especial CP

O Mercedes-Benz GLA foi lançado no mercado europeu no início de 2013, como parte da estratégia global dos NGCC (New Generation Compact Car), cuja missão era "rejuvenescer" a linha de veículos da montadora. O objetivo era oferecer carros compactos e de preço acessível, voltados para um público na faixa etária de 25 a 50 anos.

Hoje, a linha Mercedes-Benz combina design esportivo com opções de modelos a combustão e elétricos, todos entregando performance vibrante que atrai uma ampla faixa etária. Vale lembrar que milionários jovens, entre 25 e 40 anos, são frequentadores assíduos dos showrooms da marca ao redor do mundo. Esses consumidores também se interessam pelos modelos mais "radicais" da marca, como o AMG GT, que pode ser descrito como um "raio com rodas". Apesar da eletrificação, a divisão AMG mantém engenheiros especializados que produzem motores de alta qualidade com um nível excepcional de "artesanato". Por isso, a Mercedes não planeja desativar a produção de carros a combustão tão cedo — algo que pode ser influenciado por questões políticas, como a liderança de figuras como Donald Trump.

Veículo é versátil: roda com suavidade em velocidades urbanas de 40 km/h e atinge até 215 km/h | Foto: Renato Rossi / Especial CP

A primeira geração do GLA foi produzida entre 2013 e 2019, período em que apresentava características de design da linha NGCC. Com cintura baixa, teto e frente rebaixados, o modelo gerava uma impressão visual que, dependendo do ângulo, lembrava um "cupê esportivo". Apesar do sucesso global, o design não agradou aos "puristas" da Mercedes-Benz, que preferiam um SUV com frente alta e imponente, teto elevado, cintura lateral elevada e uma aparência de "desbravador". O GLA parecia mais à vontade estacionado em frente às joalherias da Place Vendôme, em Paris, do que em trilhas desafiadoras.

Em 2019, o novo GLA redefiniu suas proporções para retornar às raízes de um SUV "clássico". A frente ganhou robustez, a cintura foi elevada, e o teto ficou mais alto, mantendo a elegância característica da marca. Ao dirigir as versões mais recentes, como as de 2024 e 2025, percebe-se que o design robusto está alinhado com uma mecânica de alto nível.

O GLA 200 utiliza o excelente motor 1.3 turbo a gasolina, fruto da antiga parceria entre Mercedes-Benz e Renault. Com potência de 163 cavalos e torque de 27,5 kgfm, o motor trabalha de forma linear com o câmbio automático sequencial de sete marchas. O veículo é versátil: roda com suavidade em velocidades urbanas de 40 km/h e atinge até 215 km/h, um número impressionante para um SUV com centro de gravidade elevado.

As linhas arredondadas do design sugerem força sem parecer brutal. Da frente à traseira, o design mantém uma classe inegável, projetando a imagem de um SUV autêntico e sofisticado.

O acabamento interno revela um bom gosto evidente, com opções de iluminação ambiental que criam diferentes atmosferas — desde tons verdes relaxantes até um azul que lembra um mar calmo. Duas telas de 10,5 polegadas dominam o painel: uma para o sistema de infoentretenimento e outra como cluster de instrumentos. O sistema interativo MBUX, baseado em inteligência artificial, permite diálogo por comandos de voz ativados por "Hello Mercedes". Este sistema oferece respostas claras e informações essenciais de maneira acessível e eficiente.

GLA redefiniu suas proporções para retornar às raízes de um SUV "clássico" | Foto: Renato Rossi / Especial CP

O GLA entrega excelente estabilidade, com uma plataforma de alta rigidez torsional e suspensão traseira four-link que proporciona controle direcional e reduz a rolagem lateral da carroceria. Mudanças bruscas de trajetória são feitas com confiança, e as dimensões compactas (4.410 mm de comprimento, 2.729 mm de entre-eixos, 1.611 mm de altura e 1.865 mm de largura) tornam o veículo ágil em ambientes urbanos. A direção é precisa, e o volante de base achatada, inspirado na Fórmula 1, combina design e funcionalidade, proporcionando segurança e conforto ao motorista.

A lista de equipamentos é extensa, com foco em segurança ativa e passiva. Entre os destaques estão: assistente de permanência em linha, controle de fadiga, controle adaptativo de velocidade, ABS de última geração, zonas de deformação programada mais sensíveis, estrutura leve em aço de alta resistência, e freios a disco eficientes nas quatro rodas. O MBUX permite modos de condução ajustáveis e transmite informações ao motorista por uma voz feminina sintetizada, que soa quase humana.

A Mercedes-Benz, com mais de um século de tradição, continua sendo referência no mercado, desafiando até mesmo as marcas chinesas emergentes.

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