O futuro em cinco anos

O futuro em cinco anos

Indústria automotiva se direciona a novas formas e fontes energéticas

Renato Rossi

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A Stellantis apresentou ao Brasil no dia 3 de agosto o Fiat 500 elétrico. E apresentará no dia 26 de agosto o Jeep Commander, um SUV grande movido a bicombustível e diesel. São dois mundos e tendências que partem de um gigante global que tem 14 marcas. E que anunciou o ambicioso plano de eletrificação destas 14 marcas. Que terão até 2025 versões elétricas dos atuais modelos a combustão. A Stellantis tenta convencer os investidores que pode ser tão ágil e efetiva em relação a competidores de grande sucesso como a norte-americana Tesla, líder mundial na eletrificação do automóvel ou a Volkswagen, que mergulhou na eletrificação com investimento de 90 bilhões de dólares.

Mas a pressão e volatilidade que toma conta da indústria automotiva induz ao surgimento das potências jovens e emergentes. Como a californiana Rivian, fundada em 2009 pelo brilhante engenheiro Mark Scaringe, à época com 26 anos. Hoje a Rivian, com o capital da Amazon, apresenta, inicialmente nos Estados Unidos, a picape elétrica revolucionária R1T. Que já recebe centenas de milhares de pedidos. A Rivian lança agora as suas ações na Bolsa de Nova Iorque, e seu valor de mercado é de 50 bilhões de dólares. 

Entretanto, há também as leis ambientais cada vez mais adstringentes. A opinião pública e, principalmente, os jovens estão atentos ao direcionamento do consumo que deve passar pela sustentabilidade. E ainda a pandemia muda os hábitos de consumo e transforma o automóvel no “casulo” seguro de ir e vir. Com que forma e fonte energética se moverá o carro do futuro? Que futuro? Este que ao menos para as montadoras está cinco anos à frente. Não é fácil ser automóvel nestes tempos de urgência em tudo. 

 


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