Carros & Motos

Onix RS traz memórias dos esportivos dos anos 90

Modelo GM é dos raros “apimentados” modernos, como o Sandero RS

Modelo esportivo tem energia para a estrada
Modelo esportivo tem energia para a estrada Foto : GM / Divulgação CP

Em 1995, dois modelos esportivos disputavam os corações e mentes dos jovens da época. Ou daqueles que procuravam ir além da monotonia em forma e conteúdo. Então as montadoras lançaram versões apimentadas de modelos de sucesso como o Gol e o Corsa. Dois bons carros que eram também sucessos em vendas. Para manter o interesse, principalmente dos mais jovens pelos dois modelos, surgiam em 1995 os performáticos Gol GTI e Corsa GSI. O Gol totalmente nacionalizado, enquanto o Corsa GSI tinha uma série de componentes produzidos em fábrica da GM na Hungria. Ambos tinham uma performance forte e impressionante e ambos chegavam à velocidade máxima de 190 quilômetros horários. Uma velocidade até temerária num Gol GTI que não tinha air bags, enquanto o Corsa GSI tinha air bag…

Da capacidade de frenagem excepcional. O Gol GTI com freios a disco nas quatro rodas freava com vigor, mas ficava um pouco aquém da capacidade de frenagem do Corsa GSI. Mas eram ótimos carros que propiciavam uma condução esportiva que cabia nas contas bancárias da classe média. Em 1995 os muito ricos já importavam Porsches e esnobavam os "plebeus". Mas isto não mudou. O que mudou foi a performance dos carros que tornaram-se muito mais velozes em quaisquer versões, o que dispensa os GTIs e GSIs.

Embora existam ainda algumas versões esportivadas com performance pouco acima das versões normais. Algumas são até prazerosas, casos do Nivus GTS ou do Onix RS, que é um digno herdeiro do Corsa GSI.

Havia também o Renault Sandero RS equipado com potente motor 2,0, suspensões tunadas pela divisão esportiva da Renault na França, que era um carro muito veloz e destemido. O Sandero RS tinha o mesmo ímpeto do Corsa GSI e chegava aos 205 de velocidade máxima. Durou pouco no mercado brasileiro de 2016 a 2021, quando saiu de linha porque seu motor fogoso não acreditava no efeito estufa. O Proconve acreditava e disse tchau para o RS, que deixou saudades.

Emprestado pela Savar Multimarcas, uma das mais qualificadas revendas de usados no Brasil, um Onix RS esteve por dois dias à disposição do piloto de testes do CP. Carro praticamente novo, com baixa quilometragem, o RS não decepciona ao mostrar uma performance forte e consistente impulsionada pelo motor 1.0 com 116 hp que equipa outras versões do Onix. Mas as relações mais curtas das marchas, as suspensões um pouco mais rígidas e o volante com um pouco mais de "peso" são fatores que ajudam na sensação de esportividade deste RS.

Mas a GM desta vez não exagerou na dose de adrenalina que tornava aquele GSI um "pocket rocket" ou foguete de bolso, como eram definidos estes "pequenos infernais" pelas engenharias dos fabricantes. O Onix RS é mais pacífico, mas não engana o consumidor. Que, a bordo do RS, subindo para a serra, pela BR-116, sente na manobrabilidade excepcional, ótima estabilidade lateral e direcional e conforto que surpreende que fez uma boa compra. Se comprou um seminovo em perfeito estado de conservação, com deságio, melhor ainda.