A frota da Waymo de táxis autônomos que servem a população de Los Angeles está na mídia global. Os táxis-robôs da Waymo surgem como vítimas da ação truculenta do governo norte-americano que mandou sua força mais violenta e belicosa da Guarda Nacional invadir Los Angeles. O governo, que nega o social, desinveste em educação na briga com universidades e parece dedicado ao passado. Afinal, o governo de Donald Trump investe no carvão, só quer o petróleo, que são elementos fósseis que contribuem para a destruição ambiental.
Na Califórnia queimam os carros elétricos da Waymo, que significam um avanço tecnológico. Os táxis autônomos produzidos pela Hyundai viram fogueira de lítio que não se apaga. Os táxis elétricos autônomos da Waymo dependem unicamente de chips e circuitos eletrônicos. A sofisticada tecnologia não combina com balas de borracha que podem ser letais. O governo Trump não promove as boas ações e a paz social. Ao contrário, sua truculência leva a América ao fracasso.
E Elon Musk, o todo-poderoso “dono” da Tesla, finalmente entendeu que sua Tesla nunca investiu numa imagem social e ecológica. Agora está associada ao individualismo doentio de Elon Musk, que desembarcou de um ego doentio para entender que estava num lugar perigoso para uma montadora que depende de seres humanos, ou consumidores, que preferem marcas que estão ligadas a temas ecológicos e sociais.
A imagem atual da Tesla está ligada a ações predatórias e antissociais. As vendas da Tesla já caíram 80% na Europa e China. A Tesla, associada agora ao braço erguido de Elon Musk em saudação nazista, é o oposto das ações sociais concretas de marcas como Toyota, Ford, GM ou Renault, todas associadas a ações relevantes na direção do humano e do social. A Tesla, sem políticas sociais, não integra a promoção humana; ao contrário, Trump e Musk degradam o humano. Estão na contramão.
Hoje, as atitudes positivas de empresas voltadas à integração e promoção humana são fundamentais para a aceitação destas marcas no mundo. Distribua pizzas quentinhas para moradores de rua que a pizzaria ficará no inconsciente coletivo como uma empresa solidária com o social. Empresas que integram e promovem o humano e o ambiental têm uma maior aceitação nos mercados do mundo, enquanto a desumanidade de Musk coloca a Tesla numa posição pré-falimentar. A Tesla é rejeitada e seus carros são queimados e vandalizados. A Tesla, no inconsciente coletivo, é agora a imagem arrogante e até nazista de Elon Musk.
No lado oposto, a Renault é a corporação global associada à promoção social que gera uma opinião favorável para a marca. A Ford é também considerada a empresa mais inclusiva nos Estados Unidos da América. A Ford promove a integração de minorias, e imigrantes são bem-vindos. Há programas específicos que promovem os direitos humanos e, principalmente, a ascensão das mulheres nas unidades industriais da Ford. Essas ações são mais visíveis e notadas em mercados onde a Ford mantém unidades industriais.
No Brasil, não há nada de marcante na Ford, que não possui unidades industriais, o que não apaga sua importância enquanto incentivadora do igualitarismo humano nos Estados Unidos da América.
No Brasil é notável a integração social promovida pela Renault, que acaba de ser premiada com o “Selo Solidário”, concedido pelo Governo do Paraná, que destaca empresas que contribuem para o desenvolvimento social e humano em solo brasileiro. Há mais de 14 anos o Instituto Renault é responsável pelas ações socioculturais da Renault no Brasil.
São estratégias alinhadas com a integração de seres humanos promovida pela Renault no mundo. Na França, a Renault já contribuía com campanhas de segurança de trânsito nos anos 70. Foi a primeira marca automobilística a eliminar de sua publicidade qualquer sugestão à alta velocidade. No Brasil, a inclusão social promovida pela Renault já beneficiou mais de 950 mil pessoas.
A concretude dessas estratégias de inserção social está, em parte, no projeto “Borda Viva”, que foi vivenciado pelo CP em 2022. Em três dias de intensiva convivência com a líder do movimento Borda Viva, apoiado pela Renault, iniciado em bairro de baixa renda, o Borda do Campo, localizado próximo à unidade industrial da Renault na região de São José dos Pinhais, a convivência com pessoas da comunidade Borda Viva propiciou uma vivência intensiva do ditado popular que afirma que “a união faz a força”.
Na época, a líder comunitária Rose de Fátima contou ao CP sua luta numa comunidade com alto nível de evasão escolar de crianças e adolescentes sendo cooptados pelo tráfico de drogas. Foi o tráfico que matou o filho de Fátima com 19 anos de idade. Uma dor suportável no intenso trabalho social de Fátima, com o apoio das assistentes sociais e especialistas contratados pela Renault para darem sustentação ao projeto Borda Viva.
Por exemplo, especialistas em técnicas artesanais desenvolveram um “atelier” de produção de bolsas e objetos “fashion” de uso masculino e feminino. Agora é o “Kardian Collection”, com suas bolsas e valises comercializadas na “Boutique Renault”, localizada na Avenida Champs-Élysées, em Paris. Em 2022, quando o CP visitou a comunidade do Borda Viva, a visita à oficina artesanal emocionou o repórter pela intensidade emocional com que aquelas mulheres encaravam essa “nova vida” de trabalho, renda e reconhecimento.
O repórter as entrevistou com equipe de TV e o clima de comemoração se traduzia em risos e alegria. Nem sempre foi assim, porque as mulheres do ateliê carregavam dramas íntimos de maridos e filhos perdidos para o tráfico. A gradativa promoção social colocou centenas de crianças em escolas e mostrou a importância da participação de uma grande empresa na organização social do “Borda Viva”.
As donas de casa, tantas vezes sozinhas, se transformaram em técnicas nas linhas de montagem da Renault ou em artesãs das bolsas com alto valor agregado, nível que amplia a renda familiar. O nome “Kardian Collection”, que faz sucesso em Paris, é resultado do poder de transformação do ser humano através da promoção social e educação.
A “tecnologia” social da “Associação Borda Viva” foi replicada na AMARB, ou “Associação de Moradores e Amigos da Roseira e Borda do Campo”. Inaugurada em 2020, também no bairro Borda do Campo, esta associação tem foco em formações que visam promover a geração de renda. A AMARB formou 572 pessoas em 2024, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades locais e melhoria das condições de vida.
O repórter assistiu, numa área ao ar livre próxima à BR-116, a uma ação do programa “Trânsito e Eu” que envolvia crianças. Numa mini cidade, carrinhos elétricos circulavam obedecendo regras restritivas do trânsito. As crianças, em seus carrinhos, aprendiam a valorizar a vida humana na medida em que reduziam a velocidade diante das faixas de segurança, obedeciam aos sinais verde, amarelo e vermelho e freavam quando o instrutor atravessava a pista.
Mais de 190 mil crianças já receberam informações sobre segurança de trânsito que levarão para a vida. O projeto educacional da Renault já formou mais de 5.000 professores das redes pública e privada para serem também instrutores de segurança de trânsito, com atuação em escolas do Brasil. Num país que mata mais de 60 mil pessoas em acidentes de trânsito, onde crianças são vítimas constantes, é inestimável o alcance do projeto educacional promovido pela Renault.
