Carros & Motos

Sentra 2025 mostra a competitividade da Nissan

Conceito do sedã segue com ampla aceitação no mundo

Desenho agrada com a identidade Nissan
Desenho agrada com a identidade Nissan Foto : Renato Rossi / Especial CP

O conceito do sedã com suas múltiplas variáveis continua com ampla aceitação no mundo. O mais aceito é um ícone da indústria automobilística, com mais de 70 milhões de unidades comercializadas desde seu lançamento nos distantes anos setenta. O mais incrível é que o Corolla, em muitas décadas, pouco mudou na estética sempre conservadora. Mas evoluiu muito na performance e hoje situa-se como um carro com dirigibilidade acima da média e um conjunto de suspensões com alta qualidade nas versões vendidas em mercados de primeiro mundo, mas reduzida pela engenharia da Toyota do Brasil, que optou pelo eixo de torção na traseira. O Corolla com suspensão traseira multibraços tem dirigibilidade superior.

A presença do Corolla num texto direcionado à análise da performance do Sentra Advance 2025 significa que há no mercado global sedãs que em nada ficam a dever ao Corolla em termos de tecnologia e performance. Exemplo: o Sentra, que incorpora em 2025 design que atrai olhares por onde passa. O Sentra é belo, aerodinâmico e sensual. A ótima performance também permite que sejamos condescendentes com algo retrógrado: o freio de mão do Sentra continua lá no fundo da parte dianteira, à esquerda do pedal de freio. Para acioná-lo, deve-se ter perna razoavelmente longa, que com meus 1m75cm já ficam “no limite” para o acionamento. O carro é avançado para que um freio tão “conservador”. Para compensar o “atraso do freio”, elementos “vitais” jogam o Sentra para o futuro: como o ótimo motor, freios, direção, estabilidade direcional e lateral, amplo torque, freios de extrema eficiência, câmbio CVT com 8 marchas “marcadas”, também com notável eficiência. O ótimo carro está mesmo a fim de surpreendê-lo com um alto nível de qualidade dinâmica. O acabamento externo e interno é destaque. Há qualidade nos materiais usados no acabamento interno, e o design externo, repleto de sinuosidades atraentes, destaca o Sentra na multidão.

Motor entrega bom torque mesmo em baixos giros | Foto: Renato Rossi / Especial CP

Este novo Sentra Advance insere o padrão tecnológico de segurança ADAS, que está nos modelos mais seguros do mundo. O ADAS é composto por alerta de ponto cego, sistema de alerta periférico que estabelece uma espécie de “quadrilátero” seguro, definindo limites de aproximação de veículos e gente à estrutura do Sentra. Se o limite é ultrapassado, o alarme sonoro é acionado. Ao mesmo tempo, as câmeras vislumbram possíveis ameaças à integridade dos ocupantes. Em tempos de variados atentados à vida, os sistemas inteligentes de detecção pessoal são “seguros de vida”. A frenagem automática de emergência, assistente à linha reta que evita situações de risco — por exemplo, nas mudanças bruscas de trajetória. No Brasil, onde anualmente mais de 60 mil pessoas morrem em brutais acidentes de trânsito, a ajuda eletrônica “evita o erro humano” e pode desativar a “granada”. O Sentra tem ainda o “alerta de colisão”, outro sistema fundamental na segurança ativa.

No “conforto e conveniência”, o Sentra integra bancos em couro, ar-condicionado automático de duas zonas, modos de condução Eco e Sport, controle de cruzeiro não adaptativo, painel de instrumentos com tela de sete polegadas, tela de 8 polegadas para o sistema de infoentretenimento, com pareamento para Android Auto e Apple CarPlay. Os faróis de LED, rodas de 17’’, seis airbags ampliam os níveis de segurança ativa e passiva.

A performance foi testada inicialmente em trânsito urbano em Porto Alegre, com suas múltiplas atitudes arriscadas, machismo histórico e motoristas com diversos níveis de irresponsabilidade. Apesar dos “desafios”, o Sentra encarou a cidade com tranquilidade, numa dirigibilidade fácil e simplificada e comportamento dinâmico agilizado pelas medidas compactas. O Sentra tem 4,646 m de comprimento, 1,816 m de largura, entre-eixos de 2.707 mm e altura de 1.456 mm. No resumo, é um carro muito baixo na linha de cintura, largo e com entre-eixos generoso, que deixa até quatro passageiros confortáveis. A Nissan teve o pioneirismo de fechar um contrato de colaboração tecnológica com a NASA na virada do milênio, na criação dos bancos de “Gravidade Zero”, que ainda são uma referência em ergonomia entre as grandes marcas automobilísticas. No teste de 10 dias, com mais de 900 quilômetros rodados, o “banco gravidade zero” foi um valioso auxílio que relaxou e deu firmeza ao corpo em todas as circunstâncias de uso.

Tradição do porta-malas em destaque mantida | Foto: Renato Rossi / Especial CP

Depois da cidade, a utilização na BR-101, onde o motor 2.0 aspirado com 151 hp mostrou uma característica sedutora na ampla faixa de torque que transita suave pelo câmbio “continuamente variável” ou CVT, com oito marchas “simuladas” que permitem o uso dos “paddle shifts” nas laterais do volante. Na “leitura” do conta-giros, a surpresa agradável de que o motor 2.0 com comando de válvulas variável é adepto dos “baixos giros”. Isso significa que, a 110 por hora, o motor está a 2.500 giros, o que se reflete no consumo reduzido de gasolina, que na BR-101 chegou à média de 16 quilômetros por litro. Há críticas sobre a Nissan insistir, na era do turbo, com motores aspirados. Mas a Nissan é pioneira da tecnologia turbo, utilizada em carros ferozes e icônicos como o brilhante GTR e o Z. Ambos testados em autódromos por CM do CP, tinham performance eletrizante. O Nissan Sentra, com sua aerodinâmica privilegiada, chega fácil aos 200 quilômetros horários. Mas é no silêncio no habitáculo, que o faz parecer um “carro elétrico”, que o Sentra fica feliz em ser conduzido com consciência e responsabilidade. É um belo carro “da paz no trânsito”.