Carros chineses que foram testados em CM do CP. Nomes de ótimos produtos a serem lembrados: Song, Dolphin, Seal, Kwid, Haval, Ora, Megane, Spark, Blazer, Equinox, Jaecoo, Omoda 5.
E foram experiências ao volante prazerosas que mostraram ao piloto de testes do CP como é evoluída em tecnologia esta nova geração de veículos chineses. Nova geração porque fabricantes que hoje produzem carros e SUVs elétricos produziram carros a combustão com menor valor agregado nos anos 80 e 90.
Dos elétricos testados, alguns mostraram excepcionalidade na performance. Como o Renault Megane, possuidor de um "handling", ou dirigibilidade, excepcional. Como tinham uma dose forte de excepcionalidade o Ora da GWM ou o Kwid elétrico. Mas todos testados foram fortes argumentos no entendimento da força do carro elétrico chinês nos mercados mundiais, embora a produção europeia também tenha muita qualidade.
Mas os chineses são dominantes e as tecnologias estão ainda mais evoluídas. Por exemplo, a corrente contínua, que é a essência do carro elétrico, está domesticada. E isto significa que o torque continua muito forte, mas agora mostra maior linearidade e uso mais seguro. Os acertos ficaram mais suaves, o que contribui para um melhor controle direcional, principalmente em pisos sem muita aderência. Mesmo sob pressão forte do acelerador, dificilmente surge o temível torque steer, aquela tremida temerária da dianteira que induz à perda do controle do veículo.
Na síntese, há mecanismos baseados em algoritmos e chips que suavizam as reações em prol da segurança ativa. É o que acontece com este Omoda 5, que permite fortes acelerações sem sustos.
A Omoda Jaecoo é marca subsidiária da Chery Internacional, que tem nas duas marcas suas "pontas de lança" na conquista dos mercados de exportação. Isto significa que a OJ não frequenta o mercado da China. É um prato mais sofisticado para um gosto cosmopolita.
Mas ambas as marcas colocam o design como um atrativo para os consumidores globais. Do Brasil, por exemplo.
São SUVs bonitos estes Omoda e Jaecoo. Têm corpos sinuosos, com fortes linhas de expressão que geram olhares atentos por onde passam. Nunca a indiferença. O Omoda 4 gerou perguntas e despertou elogios. O Omoda 4 tem um preço acessível, o que amplia seu mercado global.
A autonomia do Omoda 4 é de 375 quilômetros, o que o torna prático e até necessário em trânsito urbano, pelo consumo reduzido de energia. Na síntese e prática, o Omoda 5 é um SUV leve, de reações precisas e muito rápidas. Pelo tamanho médio, sua inserção na cidade é facilitada pelo alto centro de gravidade que, junto à ampla área envidraçada, permite uma visualização otimizada do "em torno".
O teste teve 80 por cento de rodagem em cidade e 20 por cento pela BR-101. A regulagem macia das suspensões retirou muito pouco da estabilidade direcional e lateral, mas acrescentou conforto de marcha. Uma dica: a engenharia chinesa podia dar um pouco mais de torque no giro do volante, o que daria maior precisão no contorno de curvas. Mas é confiável a estabilidade lateral. Em contrapartida, a suspensão macia absorve as imperfeições do terreno e torna o caminho mais agradável.
Mas o Omoda 5 não vacila nas frenagens graças aos freios a disco nas quatro rodas. Não tem vacilo: freou, o Omoda 5 para, sem enfiar a frente no chão. Convém salientar que ser leve, veloz e ágil não significa ser descompromissado em relação à segurança ativa e passiva. O Omoda 5 insere ainda frenagem automática emergencial, assistente de permanência em linha, detector de ponto cego e de fluxo cruzado pela traseira, câmeras 360 em alta definição que posicionam o Omoda 5 em relação ao entorno do trânsito.
Mas nem pensamos nestes sistemas enquanto dirigimos o Omoda, porque são sistemas intuitivos, gerenciados pela inteligência artificial. Os bancos em forma de concha, esportivos, dão ótimo suporte lombar e não são tão curtos ao ponto de cansarem o motorista, que ao fim de 250 quilômetros rodados em meio a um sistema de trânsito sempre agressivo — e o estilo "gaúcho" do "machão que não leva desaforo para casa". Devia levar, porque muitas mortes estúpidas acontecem em brigas de trânsito, onde todos perdem.
Necessário salientar isto porque o Omoda 5 é veículo "antiestresse". Daqueles que facilitam, através da sólida tecnologia e da engenharia competente "pra burro", a vida do motorista. A citação é uma homenagem ao animalzinho fiel e trabalhador que virou "bife" na Argentina. O Omoda 5, fino e sensível, soube disto e chorou. Teve fortes emoções o teste.
