Gritando HC volta a Porto Alegre para apresentação no domingo

“Queremos entregar um show intenso”, avisa a vocalista do grupo paulista, que vai tocar no Caos Bar com as bandas gaúchas 3D, Jaydson e Atrack

Gritando HC celebra 31 anos com novo álbum e turnê pelo Brasil
Gritando HC celebra 31 anos com novo álbum e turnê pelo Brasil Foto : Divulgação / CP

Com mais de três décadas no hardcore nacional, a banda paulista Gritando HC volta a Porto Alegre neste domingo (14) para show no Caos Bar. O evento é organizado pela Ritalina Produtora e reúne os grupos locais 3D, pioneiro do punk feito por mulheres no RS; Atrack, veterano da cena hc gaúcha; e Jaydson, artista emergente do circuito alternativo. ✅ A programação ocorre a partir das 18h, na rua João Alfredo, 701, com ingressos na Sympla.

Lê, vocalista da Gritando HC, falou ao blog sobre a expectativa para a apresentação: “Estamos muito animados em voltar a Porto Alegre depois de 18 anos, desde nossa única apresentação na capital gaúcha, no Garagem Hermética com a Atrack. Esperamos casa cheia e um reencontro de energia, nostalgia e, claro, músicas novas. Queremos entregar um show intenso, do jeito que a cidade e a cena punk merecem, celebrando a história e o presente da banda”.

O grupo circula pelo país para celebrar os 31 anos de estrada e divulgar o novo álbum. Lê conta que a banda lançou “LibertariaMente” em maio e começou a turnê na Casa de Cultura Tendal da Lapa, em São Paulo, passando por eventos como a Virada Cultural e o Mês do Rock. “Tocamos também em Ponta Grossa e Curitiba e agora seguimos para Porto Alegre, Caxias do Sul, Brasília e Goiânia. Em novembro, vamos ao Nordeste, percorrendo 10 cidades.” A volcalista adianta que o giro segue até o final de 2026: “Queremos levar nossa música e mensagem ao maior número de pessoas possível, fortalecendo a cena independente e conectando gerações”.

O novo disco reafirma a essência da Gritando HC, com letras contundentes sobre liberdade, crítica social e transformação pessoal e chega com uma sonoridade ainda mais intensa e coesa. Lê destaca que o álbum, o quinto de estúdio e produzido por Fernando Sanches, traz participações especiais, como de mulheres da cena punk, reforçando o compromisso com diversidade e autenticidade. “O álbum mantém nosso som de hardcore, skate punk e punk rock, com letras que falam de protesto, resistência e existência.”

Sobre novos projetos, a cantora diz que pensar em novas composições faz parte da vida de uma banda ativa, mas ressalta que agora o foco é o disco. “Tocar essas músicas junto com os clássicos que marcaram gerações, entregando um show que é ao mesmo tempo atual e nostálgico. Queremos alcançar o máximo de cidades brasileiras possível e, quem sabe, expandir para fora do país, fazendo um rolê pela América Latina.”

🎥 O documentário “Gritando! - Punk Rock, Skate e Underground” resgata o período do punk rock nacional na década de 1990, a partir da história do conjunto autor de músicas como “Ande de Skate e Destrua” e “Tem que Por Fogo em Brasília”.

🤘 Confira também:

O power trio de punk rock 3D foi formado em 1985 por três mulheres que ficaram encarregadas de cuidar do estúdio d’Os Replicantes durante viagem do grupo gaúcho a São Paulo para gravar seu primeiro LP, “O Futuro É Vórtex”. Neca Heinz, Polaca Rocha e Vera Costa resolveram tocar só de brincadeira, mas duas horas depois, suadas e felizes, saíram convencidas de que eram uma banda. A 3D caiu no gosto do público do Bom Fim e, no ano seguinte, gravou duas cassetes, que ficaram entre as mais vendidas do selo Vórtex.

Quase trinta anos depois, os fãs pediram que os selos Nada Nada Discos (SP) e Punch Drunk Discos (RS) reeditassem os fonogramas originais. E os sons foram masterizados em Londres, com mais qualidade. Polaca remontou a banda com nova formação e colocou no mundo o vinil sete polegadas no Sesc Pompeia lotado (SP) e no Opinião (POA). Poucos dias após o lançamento, o compacto e o box de luxo para colecionadores já estavam esgotados. A 3D é formada por Julia Barth (baixo), Mari Pahim (bateria), Letícia Rodrigues (guitarra) e Polaca Rocha (vocais).

O porto-alegrense Jaydson começou a tocar na adolescência, mas acabou se afastando da música. Em 2022, voltou a investir em composições próprias como guitarrista e vocalista. “Live Fast, Die Old”, seu álbum de estreia, está disponível nas plataformas de streaming e tem nove músicas que compilam as referências musicais do autor – passando pelo punk rock, hardcore melódico, grunge e rock alternativo.

Para materializar suas composições, Jaydson reuniu músicos experientes da cena gaúcha: Marcel Bittencourt (que assumiu o baixo e a produção das faixas), Renato Siqueira (bateria) e Rodrigo Ferreira (guitarra). As letras, cantadas em português e inglês, fazem uma crônica das vivências de Jaydson, indo de questionamentos pessoais à contestação. Liricamente, o disco divide-se em três momentos, cada um contemplando uma trinca de músicas.

A Atrack, com 28 anos de “pé na tábua”, marcou presença no circuito underground passando por estados do sul e sudeste brasileiro, assim como por algumas cidades da Argentina em duas tours pelo país hermano. Desde então, vem se apresentando e produzindo shows com bandas nacionais e internacionais, como NOFX, Satanic Surfers, No Fun At All, Rufio, Dead Fish, Garage Fuzz, Dance of Days, Nitrominds, Garotos Podres, Cólera, NX Zero, Street Bulldogs e Sugar Kane.

A banda já gravou um EP, seis álbuns e seis videoclipes. Trilhando o caminho do punk rock e hardcore, insiste que as diversas formas de fazer arte podem transformar o ser humano e sua forma de (re)pensar atitudes e conceitos. A Atrack é influenciada por bandas do underground contemporâneo, além de outros grandes nomes do rock dos 1970, 80 e 90.

Leia os demais posts do blog

Curta o Cena Rock também no Instagram e no Facebook

Contato: alecia@correiodopovo.com.br