A banda independente Higherheads, formada por um quarteto de experientes roqueiros da Região Metropolitana, lança no final de setembro o segundo álbum da carreira, com destaque para "Spinnin Dirt Again", que o vocalista, guitarrista e líder do grupo, Ricardo Santana, define como “uma canção forte”.
Criada em abril de 2015, a partir do término da Moondog, a banda já se reformulou mais de uma vez e atualmente conta com, além de Santana, Vinicius Copetti, no baixo, Tiago Osório, na segunda guitarra e Henrique Girardi, na batera. Com canções autorais e na bagagem o álbum “The Strange Color Of Light”, lançado em 2018, com 10 faixas, agora os músicos (das cidades de Canoas, Sapucaia e Novo Hamburgo) vêm com tudo, inclusive, já comemoram a estreia do primeiro clipe, “Universe”, lançado em agosto, pela Under Vídeo. "Universe" faz parte do segundo álbum, ainda sem título.
Carregada de estilo Hard Rock, a Higherheads (no português Cabeças Elevadas, Evoluídas) também traz uma pegada Heavy Metal, mesclada com o requinte e a sonoridade do Blues. O grupo, que contabiliza 50 apresentações nessa meia década de estrada, começou como banda cover.
“A ideia de juntar esses caras e tocar covers de Black Sabbath, Led Zeppelin, Pearl Jam e Metallica foi minha. Em 2017 resolvemos partir para o trabalho autoral, com letras e arranjos em inglês”, lembra Santana. “É bem difícil falar das referências da banda, porque crescemos ouvindo muita coisa. Desde Punk, Thrash, Grunge, Jazz, a Hardcore. Na real, somos uma banda de Hard Rock, com acordes mais fechados do Heavy Metal e uma levada de Blues”, ressaltou.
O líder do grupo, que também compõe as canções, conta que as letras surgem do cotidiano. “Coisas, situações, comportamentos que vejo e percebo no dia a dia. A própria música me leva a temas que estão guardados na minha memória e afloram durante o processo de construção. Nesse segundo álbum as canções abordam temas de comportamento social, idealismo religioso e questionamentos sobre a hipocrisia da humanidade”, destaca. “O álbum não é temático, mas o disco, que deve vir com nove faixas, traz um envolvimento entre as canções”, completa.
Santana diz que a opção por cantar em inglês foi muito debatida e gerou dúvida. “Mas eu sentia que as letras e a forma de cantar em português não fechavam com o tipo de som que estávamos fazendo. A exposição das ideias, em inglês, é mais fácil. Além disso, a facilidade de apresentar o trabalho no mundo inteiro, inserido nas plataformas digitais, também pesou na escolha do idioma”, explica.
O lançamento do álbum em meio à pandemia não foi escolha do grupo. Santana conta que simplesmente aconteceu. “Já vínhamos trabalhando nisso antes do coronavírus estourar”, conta. Aliás, conforme o músico, o problema maior da pandemia, realmente está na saudade de subir no palco, vendo a galera cantar e se divertir. “Não vivemos 100% dos recursos da banda, cada um tem seu emprego, em paralelo. Mas a gente fica bem triste em não poder fazer shows e até mesmo de se reunir para ensaiar, todos dentro do mesmo estúdio”, relata.
A estreia do novo disco traz novas expectativas para os artistas da Região Metropolitana. “Estamos confiantes com nesse novo álbum e a ideia é profissionalizar a banda. Uma turnê em outros estados do País e até fora do Brasil é um sonho pra gente, mas estamos fazendo um trabalho digno para que isso aconteça.
O trabalho do Higherheads está disponível em plataformas como Deezer, Spotify, YouTube.
Conheça as faixas do primeiro álbum, “The Strange Color Of Light” no link:
https://open.spotify.com/
Ouça “Universe”: https://open.spotify.com/
Lançamento do primeiro clipe pode ser conferido aqui: https://youtu.be/8Dsq09aOaS4
