A banda OpusDramma está lançando seu disco de estreia, “Réquiem para Narciso”, composto de oito faixas no track list, mais duas de bônus track, “Locomotive Breath”, do Jethro Tull, e uma versão intitulada "Tango Tributo" para “Years of Solitude”, de Astor Piazzola e Gerry Mulligan, do disco “Summit” (1974).
Marco Di Martino fala sobre “Years of Solitude”: "É um tema que me foi mostrado por um amigo e que me impactou profundamente a ponto de eu levá-lo para minha atuação enquanto músico de Rock. Gravamos com o Spartacus e depois com a OpusDramma. A música foi composta pelo argentino Astor Piazzola e pelo saxofonista inglês Gerry Mulligan para um disco que gravaram juntos. Eu, particularmente, não sou adepto do tango, mas não desgosto...”.
Das composições da banda Spartacus, o OpusDramma fez novas versões para “Sombra da Solidão”, “Sem Cessar (O Destino da Humanidade)”, “No Sul da América Antártida” e “Sob a Sentença, um Carrasco”.
A OpusDramma começou a ser gerada em 2013, ainda sob o nome de Khaos, e mergulhou fundo nas raízes do Metal Gaúcho da década de 1980. Desde sua fundação, presta uma homenagem aos pioneiros do Heavy Metal nos pampas. Por sua formação passaram músicos lendários, como o guitarrista Ivan Zukauskas (falecido em março de 2020) e o baterista Roberto Arbo, ambos do Astaroth. Do Spartacus vieram duas importantes peças para montar a principal estrutura da OpusDramma: o guitarrista Ricardo “Malcolm” Aronne e o baixista Marco Di Martino.
Embora a trajetória do grupo tenha sido marcada pelas mudanças de formação, muito da essência original foi mantida com Ricardo “Malcolm” Aronne e Marco Di Martino trabalhando com afinco nas gravações e produção de “Réquiem para Narciso”, já com o baterista João Mostardeiro e o vocalista Angelo Franceschi, oficializados como membros. Em 2017, enquanto a banda terminava as gravações do álbum, os integrantes tiveram que lidar com a morte do guitarrista Ricardo “Malcolm” Aronne, em 30 de agosto, aos 49 anos.
Fato que levou o vocalista Angelo Franceschi, também guitarrista, a arcar com a finalização do que Aronne já havia quase terminado. Após um ano de luto e do término das gravações e mixagens do disco, o guitarrista carioca Roberto Pestana juntou-se ao grupo para trazer a possibilidade de a banda voltar a atuar e poder apresentar ao vivo o álbum “Réquiem para Narciso”, lançado em formato físico em parceria com a Som de Peso, de Porto Alegre, e agora disponibilizado de forma integral em todas as plataformas digitais.
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