Os Horácios completaram 20 anos de estrada neste 7 de setembro e, em 2022, vão lançar seu sétimo álbum. O evento de aniversário será nesta sexta-feira, dia 9, no Gravador Pub, em Porto Alegre, a partir das 19h. O grupo está em estúdio para a gravação do disco, com a produção de Rafael Heck e previsão de lançamento para este segundo semestre.
A banda porto-alegrense iniciou seus trabalhos em 2002 e segue de forma ininterrupta. Lançou seis discos de forma independente, com influências que variam entre Punk Rock, HC, um pouco de Rock Clássico dos 1970 e alguma fagulha de Country Rock. Com guitarras pesadas, vocal forte e uma bateria cheia de energia, o grupo tem sua identidade peculiar formada ao longo desse tempo, nas canções próprias.
Certas influências literárias como Bukowski marcam presença em vários momentos das letras. Os Horácios flertam bastante com o cinema tanto nas composições e letras como na estética da banda. Os integrantes realizam shows seguidamente pelo interior do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e na Grande Porto Alegre, tendo um público fiel que acompanha sempre a banda.
A discografia reúne "As histórias de Johnny que os caras contam... (2008), "As Pervertidas noites daqueles velhos decadentes" (2012), "Bem-vindos as aventuras no bordel Royal" (2014), "O lendário Dick Jones e a sessão interrompida (2016), "Hasta La vista" (2018), "O fogo que aquece hoje pode queimar amanhã... (2020) e "O Lado B Da História, a ser lançado neste ano. Os discos têm participações especiais de músicos como Frank Jorge, Wander Wildner, Rafael Malenotti e Duda Calvin. O mais recente trabalho, de 2020, está disponível em todas as plataformas digitais.
O disco que comemora os 20 anos de Os Horácios, “O Lado B da Hitória", terminou de ser gravado em julho e agora se encontra no processo de mixagem e depois masterização. Segundo os integrantes, o nome remete aos 20 anos de uma banda independente, que segue o seu caminho, mesmo em uma estrada out. Esse é um dos trabalhos mais filosóficos de Os Horácios, em que a concepção artística está muito na crueza. É um disco basicamente de baixo, guitarra e bateria. As letras versam sobre solidão, cidade e ansiedade sobre algumas angústias do cotidiano. Ao mesmo tempo, o trabalho tenta trazer um conforto nas melodias vocais. A banda é formada por Rodrigo Rock (guitarras), Alexandre Kramer (guitarras), Rodrigo Stivanin (bateria), Michele Esmalti (vocais), e Tiago Horácio (baixo e vocais).
