O terceiro single do Projeto Shaun, “Voltando do Trabalho”, já está disponível nas plataformas de streaming. Segundo a banda, a música narra, de maneira descontraída, um dos momentos tensos da rotina do proletariado: a espera pela saída do trabalho e a volta para a casa. Para isso, o grupo se manteve em seu território, naturalmente inspirado pela sonoridade noventista de Manchester, mas flertando com outras referências, como Beastie Boys e Chico Science & Nação Zumbi.
Elogiada por nomes consagrados do rock gaúcho, como Carlinhos Carneiro, Beto Bruno e Edu K., a banda de Porto Alegre se afastou um pouco do estilo roqueiro, predominante nos dois primeiros singles, “Terra em Transe” e “Babylon (Porcos&Diamantes)”, mas sem abandonar essa essência. João Carneiro, vocalista do conjunto, afirma que Stone Roses, Happy Mondays e The Clash continuam sendo grandes influências para a banda, principalmente o último, já que o Clash recorria a elementos como reggae, ska e rap em suas músicas punk. Ou seja, “Voltando do Trabalho” é resultado de um forte processo antropofágico.
A gravação tem João Carneiro nos vocais, Jojô (Filipe Catto, Johnny Hooker, Esteban Tavares) na guitarra, Pedro Petracco (Pederneiras) no teclado e percussão, Leonardo Vidal na bateria e Marcelo Granja (Kid Abelha, Lobão, Armandinho) no baixo, guitarra e programação. Granja também assina parte da composição e da produção musical, e a mixagem e a masterização são de Guilherme Ceron (Ian Ramil, OBSP). “Voltando do Trabalho” é um lançamento do Selo 180 com distribuição digital da Ditto Music Brasil.
Já o videoclipe é baseado em um plano sequência e traz o recurso de poesias visuais como metáfora para a história de frustração e cansaço contada na música. Com produção da OCorre Lab, direção de Bruno dos Anjos e roteiro de João Albandes e João Carneiro, as filmagens foram feitas na KSA Centro, em Porto Alegre, respeitando todas as medidas sanitárias e o distanciamento social.
Shaun é um projeto musical criado no final de 2019 por João Carneiro, ao lado de Lucas Juswiak, Érico Espíndola, Leonardo Vidal e Samuel Kirst. A sonoridade do grupo bebe da fonte do que há em comum entre o groove madchesteriano e a música brasileira. Isso tudo aliado à vontade de falar sobre como é estar vivo em um mundo que vive a transformação constante.
