Pela primeira vez em mais de 30 anos, a Lory F. Band se reúne para tocar e homenagear postumamente a frontwoman que dá nome ao conjunto: Lory Finocchiaro, pioneira feminina no rock feito no Rio Grande do Sul e falecida em 1993. O show acontece nesta quinta-feira (24), a partir das 20h30min, no Grezz, e celebra o álbum autointitulado “Lory F. Band”, lançado em 1996.
Antes da apresentação, será exibido o documentário “Sinal de Alerta”, dirigido por Fred Restori e Natália Pimentel e que mostra a curta e intensa carreira de Lory, bem como toda sua luta contra o vírus HIV, a cena machista dentro do rock e os vícios.
🎶 A reunião em 2026 tem integrantes de conjuntos como Bixo da Seda, Garotos da Rua, Defalla, Papas da Língua, Cidadão Quem e Pata de Elefante. Esse momento único da Lory F. Band conta com King Jim (voz/sax), Edinho Espíndola (bateria) e Marcelo Fornazier (guitarra) como banda base, relembrando a espinha dorsal do grupo original que acompanhou a artista. Há, ainda, participações especiais de Cau Netto (teclado) e Chico Ferretti (voz/teclado) – que participaram do disco –, Zé Natálio (baixo) e Gabriel Guedes (guitarra). Quem dá voz às letras de Lory é a própria família Finocchiaro, que divide o microfone entre Ricardo (filho), Laura e Deborah (irmãs).
👉 O ingresso antecipado pode ser comprado pelo WhatsApp (51) 98148-1202, das 9h até 18h. O Grezz fica na rua Almirante Barroso, 328, bairro Floresta.
Lory F. Band
Lory Finocchiaro formou o que seria sua banda/obra definitiva no final dos anos 1980. Com ela na voz, violão e contrabaixo e em sua formação mais estável com King Jim (voz/sax) do Garotos da Rua, Marcelo Fornazier (guitarra) do Defalla, Marcinho Ramos (guitarra) da Bandaliera e ora Edinho Galhardi (bateria) do Garotos da Rua ora Edinho Espindola (bateria) do Bixo da Seda.
Nos últimos anos, Lory recebeu grandes homenagens em Porto Alegre, como a exposição realizada pela jornalista Joana Alencastro e o palco que leva seu nome em um dos espaços da tradicional Casa de Cultura Mario Quintana. Também, após muitos anos, finalmente foram compartilhadas suas músicas em todos os streamings, como Spotify, Deezer e YouTube.
Lory foi uma artista gaúcha que despontou no cenário porto-alegrense como cantora, baixista e, mais do que isso, uma mulher no rock. Isso durante os anos 1980, meados dos 1990, um ambiente machista e misógino que foi desbravado com muita poesia, amor e melodia e alguns pés na porta também. Ela teve de encarar também a dificuldade de ser soropositiva para HIV, vírus que a levou em 1993. Com coragem, gravou seu álbum cartão de visitas, mostrando um rock and roll com muito groove, peso e letras poderosas.
O registro póstumo foi lançado em 1996, pelo selo mineiro Cogumelo Records – que lançou o Sepultura – e financiado pelo FUMPROARTE. O trabalho foi gravado e mixado no Estúdio EGER por Lory Finocchiaro e Renato Alscher, masterizado na CIA do Áudio por Laura Finocchiaro e Renato Alscher. A produção geral é assinada por Deborah Finocchiaro e Fernanda Chemale.
*Informações: jornalista e assessor Homero Pivotto Jr.
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