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A Luta de Malala




20151008-malala-papo-de-cinema-10O direito constitucional à educação faz parte de uma das conquistas das civilizações modernas e que se popularizou especialmente a partir do início do século XX. Por isso, a luta da adolescente paquistanesa Malala Yousafzai para que as meninas possam estudar em seu país se torna tão pujante. Sua história é contada no documentário "Malala", dirigido por Davis Guggenheim (EUA/Reino Unido). Filha de um professor que abriu sua própria escola, Malala cresceu incentivada ao estudo. Ela mesma diz, a certa altura do filme, que se os seus pais a tivessem criado conforme os costumes locais, ela já estaria casada e com dois filhos.

Quando o Talibã passou a dominar a região em que vivia, os colégios foram gradativamente sendo destruídos. Malala e seu pai ergueram a voz contra essa opressão. Como resultado, a garota foi atacada, junto com outras colegas, em um ônibus escolar. Malala levou um tiro no rosto. Depois de lutar entre a vida e a morte, ela se recuperou, mas perdeu a audição de um ouvido. Atualmente ela vive com a família na Inglaterra. E, em 2014, Malala se tornou a pessoa mais jovem a receber o prêmio Nobel da Paz, então com 17 anos.

Davis Guggenheim reúne entrevistas e imagens de arquivo com animações para resgatar a história da menina que não se calou. A forte relação da garota com o seu pai, que também se revela um mentor na sua luta pela liberdade, confirma o sábio ditado: "o fruto não cai longe da árvore". Desta forma, se percebe que Malala é especial porque seus pais também o são. A narrativa foge do didatismo, seguindo uma tendência atual dos documentários, alternando passado e presente. Em tempos em que grupos fundamentalistas como o Estado Islâmico pretendem ampliar seu poder, a luta de Malala nunca foi tão atual.


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