Alice pós moderna
Quando a visão de Lewis Carroll inundou a imaginação popular com a história da menina que encontrou um mundo diferente, onírico e inesquecível, TIm Burton ainda não pensava em levar às telas ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS. Agora, na velocidade e na estética da pós-modernidade, o autor de outras obras que marcarão, para sempre, o universo cinematográfico mundial, decidiu contar a história da menina, com ótimas parcerias: A protagonista Alice é vivida pela novata australiana Mia Wasikowska, e o Gato Risonho, criado em animação, tem voz do britânico Stephen Fry na versão original. A produção também tem Johnny Depp como o Chapeleiro Louco, Anne Hathaway como a Rainha Branca, e Helena Bonham Carter como a Rainha de Copas.
O talento destes atores é um auxilio importante para que TIm Burton possa surpreender, em alguns momentos, um público que aceita o desafio de conhecer a estética do diretor para a historia contada de várias maneiras até hoje. A produção da Disney tem mesmo o carimbo do ja conhecido contexto da indústria cinematográfica que trouxe desenhos, animações e outros filmes que marcaram época. Mas a obra de Burton com Alice merece mesmo é ser vista em 3D... assim o Gato Risonho, os gêmeos e mesmo a própria Alice conseguem se aproximar mais de um público que espera ser surpreendido em cores, imagens e narrativas intensas.
A história de Alice, que já rendeu muitas teses, se mostra ainda resistente ao que Burton quis fazer com ela. Não se esgotou na criatividade do diretor, e ainda espera outro talentoso realizador para chegar com mais força ao público que ainda quer sentir profundamente as lições que subjacem dos encontros dos personagens. Vale a diversão do 3D, das imagens que se tornam envolventes, e da história que continua atual... sempre!
