Aspirador Gigante
Um dos filmes que entra em cartaz é "Skyline - A Invasão". É uma ficção científica que não traz nada de novo, a não ser a forma como os alienígenas atraem suas vítimas, através do olhar, por efeito de luzes azuladas.
O protagonista, vivido pelo ator Eric Balfour, é um artista visual, em estilo grafiteiro. A história se passa na cidade de Los Angeles, onde ele e a mulher chegam para uma festa de aniversário de um amigo, um artista de sucesso que se torna rico. Nas primeiras cenas, se percebe que o longa-metragem busca identificação com o público jovem pela trilha sonora. A festa é regada a muito luxo, mas logo a alegria acaba. Misteriosas luzes azuladas começam a descer do céu. Quem olha para elas é literalmente abduzido para dentro de uma nave. As pessoas são sugadas como se estivessem frente a um gigantesco aspirador de pó. As emissoras de televisão não conseguem retransmitir nada e a sensação de isolamento aumenta o suspense. Diante do perigo, um pequeno grupo se forma no prédio onde está o casal para tentar fugir, entre eles o zelador (David Zayas).
A direção é de Colin e Greg Strause, reconhecidos por trabalhar com efeitos especiais e que já tinham experiência em filme com extraterrestres por terem dirigido "Alien x Predador 2". Os efeitos, contudo, não salvam o filme. A narrativa de "Skyline" parece uma colcha de retalhos que reaproveita ideias de outros filmes do gênero, como "Independence Day" (1996), mas sem o mesmo humor; "Cloverfield - Monstro" (2008) e "Godzilla" (1998) pelos monstrengos que andam soltos pelas ruas; e até pelo recente "Distrito 9", elogiada obra de baixo orçamento que conseguiu empolgar, ao contrário desta estreia. Para quem acompanha a história do cinema, esta história é um déjà vu. Um candidato a um dos piores do ano.
