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Avatar é tecnológico e místico

Avatar é tecnológico e místico

Se você não gosta de tecnologia e de temas místicos, não pense em apaixonar-se pelo novo filme de James Cameron. Em "Avatar", o diretor de "Titanic", True Lies",  "O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final", "O Segredo do Abismo" e "Aliens - O Resgate", decidiu deliciar-se com as possibilidades tecnológicas de experimentar suas visões sobre o homem, o mundo, a natureza e o universo presente e futuro. As imagens são de um colorido envolvente. Visto em 3D faz com que se possa entrar mesmo na tela e sentir-se ao lado de Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang e todos os demais atores que convertem a trama em uma aventura mágica.

O misticismo que verte do roteiro nos leva a vivenciar encontros com seres e florestas carregados de energia, vida e poder. A metáfora do avatar, como representação (que tem vida própria) do humano quando dorme, porporciona uma viagem filosófica sobre a humanidade, as máquinas, a tecnologia e suas influências no universo das vivências e das convivências. A trama em s[i não é profunda. A profundidade está nos detalhes. Nas entrelinhas, e nas brechas do roteiro, que permite imaginar, enquanto narra linearmente algumas sequencias previsíveis. Aí a saída é deliciar-se com as imagens.

É cinema que diverte e que pode ajudar a pensar. Refletir, filosofar... Mas tem que se permitir ver além das imagens, Ler, além das legendas. E sentir, além do friozinho delicioso do ar condicionado da sala de cinema. O resultado cinematográfico é o que James Cameron quis. E como ele mesmo disse em entrevista coletiva, respondendo a um jornalista: "Você pode pensar o que quiser do meu filme. E eu posso fazer o que eu quero com ele"... Dito e feito!
Vai lá!

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