Avatar conectivo
O filme "Avatar", de James Cameron, se consagrou como a maior bilheteria de todos os tempos até hoje. De olho neste sucesso, agora o filme ganhou relançado nos cinemas, somente em salas 3D, com oito minutos a mais, totalizando duas horas e 51 minutos de duração, com o título "Avatar: Edição Especial 3D".
A princípio, a iniciativa pode ser interpretada como um motivo a mais para o estúdio da Fox Film lucrar. E certamente é. Mas, ao assistir ao filme, se percebe que estes minutos acrescentados tornam a história melhor explicada, sendo uma boa opção para quem ainda não o viu. As cenas inseridas estão distribuídas ao longo de toda a trama. Uma delas é perceptível no início da história. Após o militar paraplégico Jake Sully (Sam Worthington) chegar ao planeta Pandora, ele faz suas primeiras experiências usando um avatar que lhe dá o corpo de um Na’Vi, um dos seres nativos de cor azulada. Sua primeira missão é acompanhar a cientista Grace (Sigourney Weaver) a uma escola abandonada, onde ela havia trabalhado com crianças nativas, para que a professora buscasse alguns objetos. Isso reforça a situação que Jake encontra no planeta.
Tentativas de contato entre as duas espécies, humanos e Na’Vis, foram feitas, sem êxito. Desta forma, é reforçada a boa intenção da cientista, mas se percebe que ela não pode trabalhar sozinha nesta direção, enquanto outros humanos são completamente desinteressados em relação aos nativos, apenas desejando que eles não atrapalhem seus planos de explorar os potenciais mineirais do terreno.
Em outro diálogo, a cientista tenta convencer o coordenador da operação no planeta de que a maior riqueza do local não está no metal que estão procurando, mas nas conexões bioquímicas que parecem existir entre a árvore sagrada e os Na’Vi, reforçando a ideia de uma rede que existe entre os habitantes com toda a natureza do lugar. A mensagem ecológica, portanto, é reforçada, sendo enfatizada a ideia de que, ao afetar um lado do planeta, também se atinge outro, pois tudo está conectado. Esta versão mais longa é, portanto, mais didática e destaca com mais intesidade a questão da conectividade.
