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Bela imagem de Fera

Com direção de Christophe Gans ( o mesmo de "Terror em Silent Hill" e "O Pacto dos Lobos"), "A Bela e a Fera" é filme em versão contemporânea, que respeita seu passado clássico. Na tela, a trama começa com uma história sendo contada, aos espectadores e a duas crianças que estão para dormir. Aí já se produz um envolvimento múltiplo, com diferentes facetas. E a história segue, sendo contada e mostrada na tela, em momentos como pintura bem executada. No ano de 1810, um naufrágio leva à falência um comerciante (vivido por André Dussollier), pai de três filhos e três filhas. A família se muda para o campo e Bela (a linda Léa Seydoux), a filha mais jovem, parece ser a única entusiasmada com a vida rural. Certo dia o pai de Bela encontra um castelo e arranca uma rosa do jardim do palácio encantado e acaba condenado à morte pelo dono do castelo, um monstro (Vincent Cassel). Para salvar a vida do pai, Bela vai viver com o estranho ser. Lá ela encontra uma vida cheia de luxo, magia e tristeza, e aos poucos descobre mais sobre o passado da Fera, que se sente cada vez mais atraída pela jovem moça. Belas paisagens, quadros elaborados e em movimento e tecnologia para acelerar ou reduzir velocidades de cenas. Um espetáculo visual que pode agradar olhos e espírito. O filão descoberto por Hollywood recria aqui nova adaptação, com atores, de contos de fadas famosos, outra que já foi muito aproveitada em clássicos na animação. Apesar disso, um divertimento histórico e contemporâneo.

Marcos Santuario

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