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O que menos vai importar em “Caminho da Liberdade”, filme de Peter Weir que estreia hoje, é o quanto ele tem de ficção ou de realidade. Na trama, em 1940, pegos pelo regime stalinista, sete prisioneiros aproveitam-se da nevasca para fugir do Gulag soviético. Estimulados pelo implacável desejo de liberdade, eles têm poucas chances de chegarem a um lugar seguro sem serem pegos novamente. A morte os ronda sem descanso. Nesta trajetória, o universo humano é explorado com intensidade. A construção dos sete personagens é memorável em combinações e contraposições. Os personagens se encaixarem em meio à fuga.
A tal história “verídica”, que teria acontecido em 1942 com o autor do romance “The Long Walk: The True Story of a Trek to Freedom”, Slavomir Rawicz, foi, em 2006, desmascarada. A BBC revelou registros (incluindo alguns escritos pelo próprio Rawicz) que mostrou que, ao invés de ter escapado do Gulag, de fato, em 1942, tinha sido solto na ex-União Soviética. Em maio de 2009, um veterano de guerra polonês alegou que a história de Rawicz era verdade, mas era de fato um relato do que aconteceu com ele, e não com Rawicz. As duas questões têm sido questionadas, mas o que realmente conta é que o filme recria situações prováveis e possíveis, com uma excelente trilha sonora.
Peter Weir (de “Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo”, de 2003, e “O Show de Truman”, de 1998) descreve o “Caminho da Liberdade” como “essencialmente um filme de ficção”. A história é uma saga e muito bem contada, com nomes no elenco que já apontam a dramaticidade a ser vivenciada. Entre eles, os hollywoodianos Colin Farrell e Ed Harris, e os estreantes Sattar Dikambayev, Sally Edwards, Igor Gnezdilov, Mariy Grigorov e Irinei Konstantinov.
