Coelhinho perdido
Há animações que divertem adultos e crianças, pela inteligência do roteiro e pela técnica apurada na imagem. Mas não é o caso de ’HOP - O Rebelde Sem Páscoa’, que deve agradar somente aos bem pequeninhos, por conta de alguns bichos fofinhos que aparecem em cena. O filme mistura atores e paisagens reais com animação digital, como já foi feito em filmes anteriores, entre eles "Alvin e os Esquilos" (de 2007), do mesmo diretor de "HOP", Tim Hill. Mas a história de "HOP" é fraquinha.
A trama começa na Ilha da Páscoa, onde vive o Coelho da Páscoa e seus súditos. O local usado como cenário (em animação) é Ilha da Páscoa real, existente na Polinésia Central, no oceano Pacífico, onde existem as gigantescas estátuas de pedra Moai, creditadas ao povo Rapanui. Por uma ’liberdade poética’ a história coloca lá uma fantástica fábrica de chocolates e guloseimas dentro das estátuas históricas. Bom, isso fica por conta do tom fantasioso do filme, apesar de ser um descalabro didático. Seguindo na fábula, o coelho da Páscoa entrega para as crianças cestas com doces na referida data. Ele vai até elas através de uma espécie de carruagem puxada por pássaros. Aqui, o coelho da Páscoa ganha uma ’estranha’ parecença com o Papai Noel.
O atual coelho da Páscoa da trama já está idoso e tem um filho que deve substituí-lo, mas o jovem está mais interessado em ser um grande astro musical, tocando bateria. O herdeiro resolve fugir e vai parar em Hollywood. Um tanto perdido, ele vai encontrar um jovem humano, Fred (James Marsden, o Ciclope de ’X-Men’) mais perdido ainda em relação ao que vai ser na vida. Nenhum dos dois sabe como superar o período do fim da adolescência para o início de uma vida adulta, repleta de responsabilidades, mas acabam se ajudando. Quando o velho coelho da Páscoa é ameaçado com um golpe de seus súditos em sua ilha, a dupla de amigos atuará em conjunto para salvar o pai do animalzinho. Infelizmente, a trama é muito bobinha e não empolga.
