Comunidade do medo
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Comunidade do medo

"Midsommar: O Mal Não Espera A Noite" é uma obra perturbadora

Por
Chico Izidro

Os rituais pagãos dão a tônica em uma comunidade rural sueca

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O cineasta sueco Ari Aster agitou os filmes do terror com "Hereditário", em 2018. Agora, ele aparece com mais uma obra perturbadora, "Midsommer: O Mal Não Espera a Noite" (Midsommar). A história lembra aqueles filmes dos anos 1960 e 70, que acontecem em uma comunidade onde as pessoas parecem normais, tranquilas, mas na realidade escondem o pior do ser humano.

A trama foca no casal Dani (Florence Pugh) e Christian (Jack Reynor), que parece distante, ela muito dependente dele. Até que um dia uma tragédia se abate sobre a família da garota, logo quando o rapaz se preparava para viajar à Suécia com seus amigos e colegas para visitar uma comunidade rural, de onde veio Pelle (Vilhelm Blomgren), que fez o convite. Seria só uma viagem entre garotos, mas Christian se vê obrigado a convidar a namorada, esperando que ela não aceite, mas acontece o contrário.

Já na Suécia, os amigos se dirigem à comunidade, onde todos andam sempre de branco, com flores na cabeça, lembrando os velhos hippies. Parece tudo normal, mas quanto mais os jovens tentam conhecer e se infiltrar no lugarejo, mais as coisas vão ficando sombrias, e eles vão sumindo sem mais nem menos, sempre que entram em desacordo com as regras não escritas do local.

"Midsommar: O Mal Não Espera A Noite" assusta logo nos minutos iniciais, com uma cena de suicídio, e vai progredindo em mortes macabras e chocantes. O diretor não se preocupa em chocar - vide "Hereditário", com uma decapitação aterradora e inesperada. Aqui os rituais pagãos dão a tônica.

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