Para os amantes da narrativa francesa e suas formas peculiares de contar histórias e estórias, “Nos Vemos no Paraíso”. de Albert Dupontel é um bom momento cinematográfico. Já visto no Festival Varilux, o filme traz a história que se passa na França, poucos dias antes do fim da Primeira Guerra Mundial. Os dois combatentes Albert (vivido pelo próprio Albert Dupontel) e Edouard (Nahuel Perez Biscayart) se tornam amigos inseparáveis quando um salva a vida do outro em um bombardeio. Na tal carnificina, um deles salva a vida do outro, que porém escapa com ferimentos graves que deformam seu rosto.Albert é um contador despretensioso enquanto Edouard é um talentoso desenhista, agora desfigurado. Unindo as suas habilidades, eles armam um golpe espetacular para desmascarar um militar tirano que lucra sobre os mortos da guerra e para fraudar o governo francês.
Em meio a história de dois amigos que combatem na mesma trincheira durante a 1.ª Guerra Mundial vislumbra-se as questões de um armistício que se aproxima. Enquanto o poder está nas mãos de um tenente mau caráter que, sem qualquer necessidade, manda seus homens atacar os alemães entrincheirados em frente. Na carnificina que se segue, um deles salva a vida do outro, que porém escapa com ferimentos graves que deformam seu rosto.
O filme é baseado no livro de Pierre Lemaître Au Revoir Là-Haut, e coloca em foco a indiferença da sociedade em relação aos que voltam da guerra. No caso de “Nos Vemos no Paraíso”, os ex-soldados, como normalmente acontece, são recebidos como heróis, mas já não encontram lugar na sociedade sofrida, em reconstrução. Juntos, os dois personagens principais, decidem então montar um envolvente golpe, gerado com monumentos falsos aos heróis da guerra.
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