Era Uma Vez Tarantino
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Era Uma Vez Tarantino

Um encontro de talentos, em direção, atuação e com roteiro inteligente, envolvente e surpreendente. Esta é a marca do novo filme de Quentin Tarantino

Por
Marcos Santuario

Novo filme de Tarantino reúne talentos de Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Al Pacino, entre outros

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Reúna Quentin Tarantino, Al Pacino, Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie, com outros nomes como Dakota Fanning, Kurt Russel e mais. Coloque em um contexto colorido, cinematográfico, criativo e de fértil imaginação. O resultado de parte disso pode ser visto a partir de hoje em “Era Uma Vez em Hollywood”, longa de 2h45min dirigido por Tarantino e que teve sua premiére mundial na badalada edição 2019 do Festival Cinema de Cannes.

Na Los Angeles de 1969, Leonardo DiCaprio é Rick Dalton, um ator decadente de TV que, juntamente com seu dublê, está decidido a fazer o nome em Hollywood. O dublê é encarnado por um Brad Pitt, cada vez mais parecido com Robert Redford. Ao mesmo tempo surge a figura da personagem de Al Pacino, como um agente que quer levar o sofrido Rick Dalton para viver outros papéis fora dos EUA. Deste encontro entre os três, Pacino, DiCaprio e Pitt surge um dos momentos mais interessantes do filme, que é entrecortado em tramas que, cada uma, por si só, já renderia um curta-metragem de altíssima qualidade.

As texturas dos filmes de faroeste permeiam a trama, em cenas que remetem à memória destas produções. Mescla de tiradas cômicas com dramas que levam ao envolvimento, tem até suspense, em doses homeopáticas. Tarantino do início ao fim. Acompanhando a saga de Rick Dalton, enquanto aproveita para explorar dramas pessoais e sociais. Enquanto Dalton conhece muitas pessoas influentes na indústria cinematográfica, a trama se encaminha também para o encontro com o grupo envolvido nos assassinatos realizados por Charles Manson na época, entre eles o da atriz Sharon Tate (Margot Robbie), que na época estava grávida do diretor Roman Polanski (vivido pelo ator Rafal Zawierucha).

Em “Era Uma Vez em Hollywood” Tarantino se permite mudar o final de uma história. Bem ao seu estilo, o término da trama é precedido da apoteose violenta, similar, às que tem marcado a filmografia do diretor. Mas o poder da sétima arte está presente,  na capacidade de Hollywood de criar sonhos. Um deles é o próprio filme.