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Esperando que melhore

A Espera Juliette Binoche Lou de LaageBaseado na peça "A Vida que Te Dei", do dramaturgo italiano Luigi Pirandello, "A Espera" (L"Attesa), direção de Piero Messina, não é um filme fácil, com longos momentos de silêncio e reflexão, onde os personagens apenas trocam olhares, sem proferir uma única palavra. Este é o primeiro trabalho de Messina, diretor-assistente de Paolo Sorrentino, de "A Grande Beleza", e na história, ele conta a chegada da bela Jeanne (Lou de Laâge) à mansão siciliana de Anna (Juliete Binoche), cujo filho Giuseppe (Giovanni Anzaldo) acabara de morrer.


Jeanne havia namorado Giuseppe e vai ao local com a esperança de reatar o relacionamento, mas Anna esconde da garota o que aconteceu. Pois acaba gostando de Jeanne e quer que ela fique para as festividades da Páscoa (o evento praticamente fecha o longa, e pode até assustar quem não conhece a tradição, pois os participantes usam túnicas e capuz branco, semelhantes ao utilizado pela famigerada Ku Klux-Klan).


"A Espera" poderia ser melhor. Porém depende da atuação de Juliete Binoche, que pela centésima vez interpreta sem nenhuma vontade, como se fosse sempre a eterna sofredora. Seu rosto não muda nunca, seja estando triste, estando feliz. Uma atriz superestimada, que para mim é na realidade, uma chata.

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