Eu, ele e eu mesmo
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Eu, ele e eu mesmo

"Projeto Gemini" traz Will Smith sendo ameaçado de morte por ele mesmo, 20 anos mais jovem

Por
Chico Izidro

Clone de Will Smith tem a missão de matá-lo

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Originalmente desenvolvido pela Disney nos anos 1990, o filme "Projeto Gemini" (Gemini Man) ficou arquivado por quase mais de duas décadas, pois a tecnologia da época ainda não era suficientemente avançada. Agora vem às telas com direção de Ang Lee e com Will Smith como protagonista. O longa tem boas cenas de ação, aliás, impressionantes, por causa do sistema de filmagem utilizado. Mas a história é genérica, não trazendo nada de novo ou surpreendente. Mas para quem gosta de ação é um prato cheio.

Na trama, o assassino profissional Henry Brogan (Will Smith) está para se aposentar. E em seu último trabalho, ele acaba matando uma pessoa que não era o que haviam lhe passado - o morto era um biocientista e não terrorista. Então sua agência governamental decide eliminá-lo.

Em seu encalço aparece outro assassino que sempre parece estar um passo à frente de Henry. Porém se mostra incrivelmente incompetente em matá-lo. Até esse ponto, Henry já tem ao seu lado a agente Danny (Mary Elizabeth Winstead, de Rua Cloverfield, 10 e Scott Pilgrim), no velho clichê de alguém em fuga sempre levar junto uma gata à tiracolo. E eles viajam na maior naturalidade para a Colômbia, Hungria, Estados Unidos, como trocassem de camisa.

Bem, o misterioso caçador não é nada mais, nada menos um clone do próprio Henry, com 20 anos de idade (Will Smith, recriado digitalmente). O clone é um Will Smith careteiro - e de acordo com o ator, o pedido para a interpretação ruim partiu do diretor Ang Lee. "Projeto Gemini" tem boas cenas de ação, aliás, impressionantes, por causa do sistema de filmagem utilizado, mas de tão bem feitas, se mostram improváveis. Mas a história é genérica, não trazendo nada de novo ou surpreendente, e alguns diálogos são pavorosos. Mas para quem gosta de ação é um prato cheio.

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