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Filme morto

Em tempos de um seriado televisivo de rigor estético e  roteiro afiado de "The Walking Dead", é decepcionante assistir "Porto dos  Mortos". Mesmo com a produção local, já que foi filmado em Porto Alegre e  Viamão e dirigido pelo gaúcho Davi de Oliveira Pinheiro, com atores do  Estado, não dá para passar a mão na cabeça. O filme é ruim, é  mal-feito.

Numa Porto Alegre pós-apocalípse, um policial  solitário vaga em seu maverick preto à caça de um serial killer, que  estaria possuído por um demônio. A cidade está tomada por zumbis, e os  poucos sobreviventes se refugiam em prédios abandonados. Em sua  trajetória, o policial (Rafael Tombini) depara com um samurai japonês  atrapalhado, um casal de jovens que está conseguindo sobreviver no meio do  caos graças à esperteza, e mortos-vivos que simplesmente não atacam  ninguém. Ficam lá, zanzando, patéticos.

Infelizmente o roteiro de  "Porto dos Mortos" é capenga, apesar do cuidado em não ocorrer erros de  sequência. As atuações também impressionam pelo amadorismo completo.  Faltou melhor direção dos atores, que muitas vezes declamam suas falas. Os  personagens, aliás, beiram o caricatural. Um dos vilões lembra um  cangaceiro usando uma máscara antigás. A maquiagem é de uma precariedade  rísivel. Até no evento Zombie Walk, o visual dos participantes é melhor  elaborado. Aqui a produção parece ter se contentado em passar uma tinta  cinza no rosto dos atores, e era isso.

Por Chico Izidro

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