
"A Garota do Livro" (The Girl in the Book), dirigido pela iniciante Marya Cohn, é de uma chatice monumental. Filme sem ritmo, com atuações tacanhas e que tem uma grande similaridade com outro filme lançado esta semana, "Pais e Filhas", já que a história é contada em dois tempos, passado e presente, e traz como tema central trauma da protagonista.
No caso, a protagonista é a editoria de livros Alice Harvey (Emily VanCamp, da série "Revenge"). A história é contada com uma alternância entre a fase adulta e a adolescência. Ambas as histórias são mostradas paralelamente. A personagem é dominada pelos homens ao seu redor. Pelo chefe, que a trata como uma relés secretária, pelo pai, que decide tudo de sua vida. Assim ela não consegue criar relações profundas com outros homens.
Para piorar, Alice recebe a incubência de preparar o relançamento de um livro do escritor de Milan Daneker (Michael Nyqvist, de "A Menina Que Brincava com Fogo"), que teve importância significativa quando ela era adolescente. Talvez tudo se resolvesse se a protagonista procurasse um psicólogo.
Emily VanCamp mostra ser uma atriz limitada, e ainda por cima tem de fazer cenas com o bom ator sueco Michael Nyqvist e seu olhar dominante. Os coadjuvantes também não ajudam muito. Ali Ahn, no papel de Sadie, a melhor amiga de Alice, encontra aqueles papéis tão comuns no cinema americano, o de escutar a protagonista e em certo momento se sentir traída. Já a versão adolescente de Alice, interpretada pela bela Ana Mulvoy-Ten, tem um desempenho pior. A garota não consegue mostrar mais do que sempre a mesma expressão, não importa o que esteja acontecendo em cena.
Para piorar tudo, a direção de Marya Cohn é frouxa. Ela demonstra não ter mínimas noções de ritmo, de enquadramentos. E o filme, com menos de 90 minutos, parece ter intermináveis três horas.
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