Cine CP

Impacto visual sangrento

“300 – A Ascenção do Império”, dirigido por Noam Murro, é de um impacto visual deslumbrante. E muito sangue e membros decepados rolam pela tela em
suas quase duas horas de batalhas e mais batalhas. E por isso mesmo é uma ótima diversão. A história transcorre paralela aos eventos do primeiro
filme, onde Leonidas e seus espartanos lutavam contra as forças persas de Xerxes. Mas aqui é mostrado o surgimento do enorme ser, de quase 3 metros,
vivido por Rodrigo Santoro, que tem sede de vingança pela morte de seu pai, o Rei Dario.
Mas a trama fica mais centrada na grega Artemisia (Eva Green, excelente como uma das vilãs mais cruéis dos últimos tempos) em seu combate com o
ateniense Themistocles (Sullivan Stapleton). Ela nutre ódio mortal por sua pátria, pois quando criança, seus pais foram mortos por gregos e ela
passou anos num navio e depois foi jogada para morrer nas ruas, até ser adotada por Dario. Então seu objetivo é acabar com a Grécia e todos os
seus habitantes. E Artemisia entra num embate, até mesmo sexual, com o guerreiro Themistocles, que causou a morte de Dario, ao acertar-lhe uma
flecha no coração.  As batalhas são muito bem filmadas. São cenas de lutas no mar, com seus navios gigantescos, e homens perdendo a vida, com membros decepados ou perfurados por espadas. O 3D ajuda ainda mais nesta imersão visual, num filme de época que há muito não gostava tanto.

Chico Izidro

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