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Inteligente, crítico e dramático



Inteligente, envolvente e com atuações elogiáveis. Esta é possível síntese elogiosa do filme "A Morte de Stalin", de Armando Iannucci.  A noite de 2 de março de 1953, quando Joseph Stalin - ditador, tirano, carniceiro, bem como o secretário-geral da URSS, dá o tom inicial da trama desta sátira muito bem construída e que gira em torno dos dias imediatamente anteriores ao funeral do “pai da nação”, com "luz sarcástica sobre toda a desumanidade do totalitarismo". Não é a toa que a produção foi indicada ao BAFTA 2018 nas categorias de Melhor Filme Britânico e Melhor Roteiro Adaptado.



Iannucci é também o criador da série “Veep” e “Conversa Truncada”, nas quais já mostrou seu talento. Na atual produção  consegue equilibrar um tom dramático com o tradicional humor britânico. É com esta atmosfera que conta os últimos dias de vida do ditador Josef Stalin e a confusão que se instala no Partido Comunista, para definir um sucessor, após a sua morte.

O que ajuda a dar força e vigor ao filme é o elenco muito bem dirigido, e formado por nomes já conhecidos do universo audiovisual mundial. Adrian McLoughlin é Josef Stalin, o líder desolado, mas sempre temido, que sofre morte súbita. Simon Russell Beale (da série “Penny Dreadful”) dá vida ao ex-chefe da NKVD (sucedida pela KGB) Lavrentiy Beria. O ator Steve Buscemi  é Nikita Krushchiov, o “mocinho” nesta história. Jeffrey Tambor interpreta Geórgiy Malenkov, um dos colaboradores mais próximos de Stalin. E na disputa pelo poder, todos estão prestes a se apunhalar pelas costas. Para compor a história, a atriz Andrea Riseborough (de “Oblivion”) dá vida a filha de Stalin, Svetlana Stalina.

O filme foi apresentado por primeira vez no Festival Internacional de Cinema de Toronto no ano passado (Tiff 2017) e irritou os russos e teve sua produção duramente criticada pelo governo do país. Mas não é difícil você gostar dele.


 

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