Cine CP

Linear e revelador

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Em 2002, o diretor brasileiro Sylvio Back já havia levado a vida de Stefan Zweig à telona com o

filme "Lost Zweig". Agora, a vida do escritor volta à tona em “Stefan Zweig - Adeus, Europa” (Vor

der Morgenröte), direção de Maria Schrader. Áustriaco nascido em 1881, ele foi um dos principais

escritores do começo do século XX. De família judia, foi obrigado a deixar o seu país quando da

ascensão do nazismo nos anos 1930, começando a perambular pelo mundo até vir aportar no Brasil no

começo da década seguinte, onde escreveria a obra seminal "Brasil, o País do Futuro".


A trajetória da vida de Zweig, vivido por Josef Hader nos é contada de forma linear, mostrando seu

exílio ao lado da mulher Lotte (Aenne Schwarz) primeiro na Argentina, onde surge uma bela cena

com dezenas de refugiados de vários países e nações discutindo o perigo iminente do nazismo.

pontuando seu refúgio primeiro na Argentina. Também aparece a estada de Zweig nos Estados

Unidos, onde se encontra com a sua irmã, a também refugiada Friderike (Barbara Sukowa).


Mas o filme centra é mesmo no período em que Stefan Zweig passou no Brasil, país que adotou e

conviveu com os populares. Sua residência acabou sendo em Petrópolis, no Rio de Janeiro. A diretora

mostra o dia a dia do escritor, que era muito querido por todos. Mas ele nunca conseguiu esquecer,

que apesar de estar em terreno seguro, os horrores praticados pelos nazistas. E não é spoiler, mas

frustrado como o mundo encarava a II Guerra Mundial, ele e sua esposa acabaram se suicidando em

22 de fevereiro de 1942. “Stefan Zweig - Adeus, Europa” é um ótimo filme para se conhecer um

homem e seu tempo.


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