Mais ação e menos fleuma
A adaptação é livre. E foi com esta liberdade que o ex-marido de Madonna, Guy Ritchie dirigiu "Sherlock Holmes", colocando o talento de Robert Downey Jr. à prova. E ambos se sairam bem. O diretor ao usar sua liberdade de criação para forjar um investigador metilculoso e cerebral, mas com adaptações para divertir e eletrizar uma plateia que consome a cultura contemporânea. Rápida, intensa e , na maioria das vezes, pouco profunda. E o ator, ao emprestar ao personagem, criado pelo médico e escritor Doyle há séculos, um perfil que mescla algo da fleuma inglesa com a intensidade de uma ação conhecida nas produções norte-americanas. Uma forma para agradar, e conquistar adeptos, com diversão. O ritmo se torna intenso a cada momento, e o clima noir da história original dá passagem à cenários menos sóbrios em meio a uma trama já explorada em outras produções. Dentro e fora do universo sherlockiano....
Jude Law também convence no papel do bigodudo médico Watson, parceiro do investigador e que vive, com este, uma intensa relação de amizade e cumplicidade. No final, fica aberta a porta e a janela para que Ritchie possa fazer entrar uma nova trama do investigador, em uma continuação que se impõe. O filme diverte sem cansar, e pode levar alguns a se tornarem novos adeptos da criação de Conan Doyle, levando-os aos escritos originais, dos quais Ritchie bebeu algo, sem se embriagar com a genialidade de então. Se for isso, já valeu a pena! Bilheteria certa...
