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Menino, robô e cheio de vida

Menino, robô e cheio de vida


A morte de um filho, ante um experimento científico, pode não parecer início possível de roteiro para um desenho animado. Mas na pós-modernidade vigente, na futurística Metro City, o pai-cientista vê seu filho ser "desintegrado"  por uma nova tecnologia, e vai logo em busca de uma "solução", em "Astro Boy". Ao invés de causar dor, a perda gera ciência. E no cinéfilo pode gerar até interrogaçoes filosóficas. O tal pai-cientista. imerso na perda, cria um menino robô chamado Astro Boy para substituir seu filho perdido.

E o que poderia ser só um impulso para gerar empatia com o imaginário infantil surge na tela como questionamento mais profundo sobre relacionamento humano, em sua essência de buscas. Rejeitado por seu criador por não conseguir suprir sua carência, o menino-robô parte numa jornada por aceitação. E essa busca se estampa nos olhos grandes do personagem, baseado no mangá, idealizado por Osamu Tezuca, no início dos anos 50. E, em 1963, virou anime no Japão, e logo foi para a televisão norte-americana. Isso tudo no século passado. Mas, a temática é mais atual do que nunca...

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