Nem Com Bala de Prata
O filme "O Lobisomem" chega em nova versão nos cinemas, uma refilmagem do clássico do clássico original de 1941, estrelado por Lon Chaney Jr. Agora com direção de Joe Johnston, traz Benicio Del Toro como protagonista. Na trama, ele é um ator famoso que interpreta peças de Shakespeare e há anos se afastou da casa paterna. Carrega um trauma de infância que é a morte da mãe. Mas retorna quando é avisado do desaparecimento de seu irmão pela futura cunhada, vivida por Emily Blunt (a secretária histérica de "O Diabo Veste Prada"). Ao chegar, fica sabendo que uma fera ameaça a região. Ele se junta às pessoas que procuram desvendar o mistério. Diz a lenda que este tipo de besta só ataca na época de lua cheia e só pode ser abatido com balas de prata disparadas por uma arma.
Em uma noite em que ele busca pistas do mistério, a fera ataca novamente e morde o protagonista, o que faz com ele se torne um lobisomem. Mas a transformação é lenta.
Ambientado no final do século XIX na Inglaterra, conta com um figurino apropriado e uma fotografia sombria.
Mas deixa a desejar na montagem da trama. Muito sangue jorra nas cenas em que lobisomem ataca, mas o filme carece de um suspense mais psicológico do que uivos ao luar e ruídos em uma casa empoeirada. Um exemplo disso é quando Del Toro caminha pela mansão de sua família com olhar assustado em meio a ruídos. A questão é: se ele foi transformado em fera, porque temer?
A atriz Geraldine Chaplin faz uma aparição constrangedora como uma cigana, que pouco ajuda a desvendar os mistérios da trama. Enfim, um filme com bom elenco, mas que não consegue acertar na história. Em relação a versões anteriores, conta com efeitos especiais mais atuais, como era de se esperar e o que é visível em uma cena em que a transformação do homem em lobo aparece passo a passo. Mas não é o suficiente.
