
A argentina tentou o Oscar 2018 com este filme. "Zama". da diretora Lucrécia Martel, já ganhou diversos prêmios em festivais de cinema pelo mundo, incluindo a recente edição do Festival de Toulouse, na França. O filme teve estreia mundial no Festival de Veneza, foi indicado ao Goya, ganhou prêmio da crítica no Festival de Roterdã 2018 e, recentemente, foi indicado ao Prêmio Sur 2017, uma das principais premiações argentinas, em 11 categorias, entre elas, melhor filme, melhor diretor, melhor ator e melhor direção de arte – com a brasileira Renata Pinheiro. Coproduzido com o Brasil, o filme já passou pelos Festival do Rio 2017, 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e X Janela Internacional de Cinema, no Recife. Também, recentemente, encantou o público do Festival de Cinema de Cartagena, na Colômbia.
O longa conta a história de Zama (Daniel Gimenez Cacho), um oficial da Coroa Espanhola, que nasceu na América do Sul, e aguarda uma carta do Rei autorizando-o a se transferir-se para Buenos Aires. O desejo de sair do lugar é tão forte que ele não se incomoda em aceitar todas as ordens e tarefas que são passadas por consecutivos governantes ao longo dos anos. Quando percebe que a tal carta não vai chegar, ele decide se unir a um grupo de soldados em busca de um perigoso bandido, Vicuña Porto, vivido pelo sempre intenso ator brasileiro Matheus Nachtergaele.
Como bem menciona a apresentação do filme, ele "mergulha fundo no tempo da vida dos homens mortais, esta breve existência que nos foi concedida, ao longo da qual nós deslizamos ansiosos para o amor, esmagando exatamente aquilo que poderia ser amado, adiando o significado da vida como se o dia mais importante fosse um que ainda não chegou, ao invés de ser hoje".
Lucrecia Martel é uma das principais referências do cinema contemporâneo na América Latina. São seus também "A Mulher sem Cabeça" e "A Menina Santa", que "tiveram estreia mundial no Festival de Cannes, e "O Pântano", no Festival de Berlim.
"Zama" é um mergulho, com direito a uma fotografia elogiada e uma narrativa intimista, na historicidade de uma colonização que invade também os rincões mais internos dos homens envolvidos nos diversos lados deste contexto.
