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Nossos melhores de 2014


Por Adriana Androvandi


Seja por sua narrativa, ou por inovações estéticas e tecnológicas, aqui vão os meus destaques de filmes em 2014. Ainda no início do ano, títulos como "Doze Anos de Escravidão" e "Ela" foram coroados com estatuetas do Oscar. O suspense esteve em alta com longas-metragens como o brasileiro "O Lobo Atrás da Porta", sobre um triângulo amoroso de subúrbio; "Garota Exemplar", com Ben Affleck como um marido dúbio; e "O Abutre", que discute os limites da mídia sensacionalista. O documentário brasileiro "O Mercado de Notícias", de Jorge Furtado, também refletiu sobre o jornalismo com competência, procurando em suas origens a vocação para ser tratado como mercadoria, através de uma edição que alternou entrevistas com uma peça teatral.

A direção de arte e o humor negro estiveram entre as características que fizeram de "O Grande Hotel Budapeste" um filme, no mínimo, "diferente". O humor negro também foi o ponto forte do argentino "Relatos Selvagens", que, por trás de histórias de raiva e vingança traz à tona o tênue limite entre a civilização e a barbárie do mundo contemporâneo. O formato de "Boyhood" cativou acompanhando o crescimento um garoto durante 12 anos e mostrando o amadurecimento de uma família "comum". Em contraponto com o drama que olha para o cotidiano, "Interestelar", ficção científica de Christopher Nolan com bela trilha sonora de Hans Zimmer, embarcou em uma viagem espacial para refletir sobre as possibilidades do futuro do planeta e da humanidade em um mundo cada vez mais afogado na poluição e nas mudanças climáticas.


1. O Abutre

2. Boyhood - Da Infância à Juventude

3. Doze Anos de Escravidão

4. Ela

5. Garota Exemplar

6. O Grande Hotel Budapeste

7. Interestelar

8.O Lobo Atrás da Porta

9. O Mercado de Notícias

10. Relatos Selvagens

 

Por Chico Izidro
Vida de crítico de cinema não é tão fácil e glamurosa como muitos acham. Ter de assistir vários filmes na semana, alguns umas verdadeiras bombas, que nos fazem pensar: "perdi duas horas de minha vida". Mas também tem seu lado bom, que é ser brindado com obras que nos enchem os olhos, que nos emocionam, e que nos fazem lamber os beiços enquanto esperamos um lançamento aguardado. E o ano de de 2014 foi prolífico, com grandes filmes que permanecerão na memória por muitos anos. Obras feitas para ver e rever.

Martin Scorsese acertou a mão com o iconoclasta O Lobo de Wall Street, que contou com atuação inesquecível de Leonardo Di Caprio, e o diretor inglês Steve McQueen acertou em cheio nas agruras passadas por um homem livre, sequestrado e tendo de viver como escravo nos Estados Unidos do Século XIX em "Doze Anos de Escravidão". O cinema brasileiro, apesar da proliferação das comédias infames e bobas lançadas quase toda a semana, teve coisas fantásticas como o genial "O Lobo Atrás da Porta".



Os melhores filmes do ano de 2014:

1) O Lobo de Wall Street

2) Doze Anos de Escravidão

3) Clube de Compras de Dallas

4) Eu, Mamãe e os Meninos

5) Bem-Vindo a Nova Iorque

6) A Oeste do Fim do Mundo

7) Relatos Selvagens

8) O Lobo Atrás da Porta

9) Meninos de Kichute

10) Boy Hood - Da Infância à Juventude


Por Marcos Santuario

Ser livre para gostar ou não. Isso é premissa do cinema.  O ano de 2014 trouxe bons momentos na telona.  Dá pra lembrar que 2014 começou com uma animação que permanece como uma das melhores do ano. “Frozen, uma Aventura Congelante”, da Disney. Resultou em uma aquecida bilheteria e permanece no imaginário de animação do ano.  Foi também “ano bíblico”: do “Noé” de Darren Aronofsky  ao Moisés de “Êxodo: Deuses e Reis”.  O ano teve, ainda bem,  “Garota Exemplar”, um dos melhores thrillers dos últimos anos e o melhor trabalho do diretor David Fincher, com o “veterano” Ben Affleck e a revelação Rosamund Pike. Na linha do feminino ainda, aplausos para a contemporaneidade de “Ela”, comprovado êxito de roteiro, na aposta do ousado diretor Spike Jonze. A voz de Scarlett Johansson rouba o filme, e a levou para outro sucesso elogiável, “Lucy”, também digno de ver-se. Em outra seara fílmica, Wes Anderson acertou na diversão sofisticada ao estilo aventura antiga de “O Grande Hotel Budapeste”.



A ascensão vertiginosa do argentino Ricardo Darin, espécie de Midas do cinema de seu país, ganhou o mundo e vai ao Oscar 2015, com o genial “Relatos Selvagens”.  De latino vale destacar também “7 Caixas”, revelação prá lá de original do desconhecido  cinema paraguaio. Ainda no embalo da festa hollywoodiana deste ano agradou “Nebraska” e “Clube de Compras Dallas”. “O Lobo de Wall Street”, de Martin Scorsese, deliciou-nos com algo duro:  crise econômica e  vigaristas, revelando a  especial Margot Robbie.
Não dá pra deixar de lado atuação de Shaillene Wooley em “Divergente”. Aplausos ainda para “No Limite do Amanhã”, com a dupla que funciona bem Tom Cruise e Emily Blunt. Teve ainda o “Interstellar” de Christopher Nolan,  e o “Robocop” de José Padilha. O final do ano veio com “Boyhood - Da Infância a Juventude”, mais impactante na forma do que no conteúdo. Perigo na estrada do Oscar.  Mas teve também o genial “Mommy”.  No universo dos blockbusters fica a marca de “Velozes e Furiosos 7”, “X-Men – Dias de um Futuro”, “O Hobbit”e uma série de filmes de super heróis. A beleza madura de Angelina Jolie brilhou em “Malévola” e o talento do mestre diretor Alain Resnais refletiu-se em “Amar Beber e Cantar”. Um ano que teve, também, a ousadia marcante de “Ninfomaníaca 1 e 2”, de Lars von Trier.


Das mais de 130 produções brasileiras realizadas no ano, tem também bons destaques. “O Lobo Atrás da Porta” (revelando uma Leandra Leal muito melhor do que em novela das oito); “A Despedida” (do talentoso Marcelo Galvão); “Praia do Futuro” (confirmando  talento de Wagner Moura); “Infância” (do woodyalleniano Domingos de Oliveira); as deliciosas animações “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu  e “Até que a Sbórnia nos Separe”, de Otto Guerra; o documentário sobre Jornalismo, sociedade e política “O Mercado de Notícias”, de Jorge Furtado; e a tentativa brasileira ao Oscar 2015 que não deu certo, “Hoje eu Quero Voltar Sozinho”. Não dá pra esquecer das muitas comédias e das biografias na tela.

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