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O outro poder

conspepoderAplaudido na edição 2015 do Festival Internacional de Cinema de Toronto (Tiff),  “Conspiração e Poder”, é baseado no livro de memórias da jornalista Mary Mapes e tem direção e roteiro de James Vanderbilt. O contexto é os Estados Unidos, vivendo este drama político que acompanha uma equipe de jornalismo em um trabalho intenso. Na tela, vivendo a produtora da CBS, Mary Mapes, sobra talento para Cate Blanchett. E na pele o âncora Dan Rather, um  Robert Redford com a credibilidade conferida pela carreira e pelas atuações marcantes.

O cerne da trama é a suspeita de que o presidente George W. Bush foi um dos muitos jovens privilegiados que usou os seus contatos para não combater na Guerra do Vietnã. Preparando o material jornalístico, os dois profissionais pretendem levar a história ao ar, mas o fato dá início a uma guerra entre o poder constituído na tentativa de tirar o crédito das informações, o que abala o emprego dos dois contratados da CBS e influencia as eleições daquele ano.

A profundidade realista do filme deixa transparecer as relações de poder e as forças que estão em jogo no universo da informação. Sobretudo no campo político. Os repórteres são pressionados a revelar suas fontes, visto que passam a ser desacreditadas. De questionadores, os jornalistas passam a ser questionados. Há momentos em que a trama se desvia do drama ou da sátira política e se encaminha para o suspense dramático. Mérito mais do que deficiência.

A produção entra na lista daqueles filmes necessários sobre Jornais, Televisão e temas políticas. Vale para aquelas reflexões sobre o papel da mídia, a força do poder, e as estruturas de atuação das empresas de comunicação. No fundo disso tudo, os indivíduos e suas buscas, conflitos e desapontamentos.

Quem compõem ainda a energia na tela de "Conspiração e Poder" são os atores Dennis Quaid, Topher Grace, Dermot Mulroney, Bruce Greenwood e Stacy Keach. Um choque de realismo no universo estético e sedutor do mundo televisivo.

 

 

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