Representante da Suíça na disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2018, "Mulheres Divinas" (The Divine Order), dirigido pela cineasta Petra Biondina Volpe, mostra a luta delas por direitos iguais aos homens. Em "As Sufragistas", de 2015, podemos ver a luta das inglesas pelo direito ao voto no início do Século XX. Então é absurdo verificar que quase setenta anos depois, as suíças ainda corriam atrás de igualdade.Sim, "Mulheres Divinas" tem a trama ambientada na édaca de 1970, mais exatamente no ano de 1971, uma época de ebulição social no mundo - ainda se respirava as lutas e os ideais libertários dos anos 1960. Numa pequena aldeia no interior da Suíça, vemos a figura de Nora (Marie Leuenberger), mãe de três filhos, que tem de se preocupar ainda nas atividades domésticas diárias e cuidar do sogro, um homem reacionário. Nora nunca teve um orgasmo e o marido Hans (Maximilian Simonischek) acha ridícula a ideia de ela querer trabalhar fora. "Para quê? Os seus deveres são em casa, comigo", repete ele, que nunca deu prazer sexual a mulher.
Ao fazer uma viagem a Zurique, Nora entra em contato com um grupo de mulheres que luta pela igualdade feminina e exige o voto - as mulheres eram impedidas de votar, escolher suas representantes. E isso que a Suíça é um dos países mais evoluídos do mundo!!! Nora, então, forma um grupo político em sua cidade, e estas mulheres vão tentar acabar com séculos de costumes, tradições e hábitos que não deixavam ninguém do sexo feminino evoluir.
O filme discute o papel da mulher na sociedade, conseguindo fazer uma obra de conscientização e leveza, retratando e muito bem - inclusive com bela reconstituição de época - um período muito importante da história daquele país europeu.
