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Olhos estrangeiros

Olhos estrangeiros

Mesmo com alguns clichês como o do policial que está às portas de sua aposentadoria, OLHOZ AZUIS, do diretor paraibano José Joffily, visita bons momentos narrativos em sua trajetória. A trama não é inovadora, e é facilmente reconhecível: antes de sua aposentadoria forçada, Marshall, chefe do Departamento de Imigração do Aeroporto JFK, em Nova Iorque, detém, em seu último dia de trabalho, um grupo de latino-americanos, expondo-os a uma série de situações humilhantes e constrangedoras. Cego pelo seu próprio preconceito, o oficial acaba provocando uma tragédia. Depois de algum tempo na prisão, Marshall, debilitado por uma grave doença e determinado a encontrar a filha de Nonato, vem ao Brasil a fim de purgar sua culpa. Nesta busca, o americano é guiado por Bia, uma jovem prostituta.

O filme tem alguns flash de temporalidade. Trata do presente e tem também um olhar no passado. Recorta momentos do trabalho de Marshall com sua atuação no dia anterior à sua aposentadoria. E com este drama construído, Joffily mostra retratos de um Brasil do interior, que vai se desvendando em meio ao universo interior dos personagens. A atuação dos dois principais atores, David Rasche e Cristina Lago foubam a cena. Salta aos olhos a convincente performance de Irandhir Santos, que também pode ser visto em "Quincas Berro dÁgua. OLHOS AZUIS surge como bom filme da safra brasileira atual.

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