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Onírico, real e mágico

Onírico, real e mágico

Uma aventura onírica de 122 minutos. assim pode ser observado o trabalho do diretor norte-americano Terry Gilliam em “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”. Ex-Monte Python, passou por um grande período de problemas no fim dos anos 90 e, pode ser sentido como o alter-ego da personagem Dr. Parnassus: um homem frustrado, fraco, e sem esperanças. E a trama se fortalece, deste paradoxo. Dr. Parnassus (Christopher Plummer) é o líder de uma companhia de teatro pobre e itinerante que percorre as ruas de Londres oferecendo, por algumas moedas, mais do que diversão: promete uma viagem aos sonhos e desejos mais íntimos.

Basta pagar a entrada e atravessar um espelho mágico, aparentemente comum. O filme se torna ainda mais interessante por resguardar um segredo junto com o velho Parnassus. A revelação de um pacto difícil vai se dando na temporalidade certa. Último filme do ator Heath Ledger, que vive Tony, um trambiqueiro enrolado com problemas de lavagem de dinheiro, a saga do Dr Parnassus merece atenção em roteiro, fotografia e direção.

O que, por si só já o torna recomendada diversão onírica e humana. A própria solução que o diretor encontrou para finalizar o filme mesmo sem a presença de Heath Ledger (morto no início de 2008, no meio das filmagens) funciona e se ajusta como se houvesse sido naturalmente prevista. A aura de filme de culto surge também quando irrompem na tela os rostos de Johnny Depp, Collin Ferrell e Jude Law, acompanhando em sintonia ideal os efeitos especiais nunca são mais importantes que a história em si,

Deliciosamente jogados, pelo talento do diretor, aos  limites do real e do surreal, sobra críticas para as mazelas humanas e até para o consumismo desenfreado. Para verm, rever, indicar e ver de novo...

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