Pérsia em ação
Quando um filme se propõe a ser uma aventura, divertida e com mescla do contemporâneo com o histórico, o resultado é para dar certo nas bilheterias.É com este olhar que a Disney voltou a reunir a equipe responsável por levar a trilogia de "Piratas do Caribe" para a telona para o filme "Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo". Com o produtor Jerry Bruckheimer e o diretor Mike Newell ("Harry Potter e o Cálice de Fogo"), uma boa e bem filmada aventura está garantida, baseada na série de videogames "Prince of Persia", criada por Jordan Mechner, com argumento dele e de Boaz Yakin e roteiro de Doug Miro e Carlo Bernard.
Na trama, o príncipe guerreiro Dastan (Jake Gyllenhaal, de "Soldado Anônimo") mostra ser destemido desde que era órfão e foi adotado pelo rei Shara man (Ronald Pickup) da Pérsia durante a Idade Média, após o governante constatar sua bravura. Dastan auxilia o irmão Tus (Richard Coyle) e o outro irmão Garsiv (Toby Kebbel) a conquistar a cidade sagrada de Alamut. Lá, encontra uma estranha e bela adaga, a qual decide guardar. A princesa local Tamina (Gemma Arterton, de "Fúria de Titãs), percebe que Dastan está com a adaga, que se revelará como chave para o desenrolar da trama.
Merecem destaque duas atuações em especial. O tio Nizam é incorporado por Ben Kingsley com o grau certo de mistério e dualidade maquiavélica. Já Alfred Molina dá o tom cômico e inteligentemente dosado ao viver o traficante Sheik Amar. Molina constrói uma espécie de Jack Sparrow das areais do deserto e das corridas de avestruzes.
