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Para adolescentes

Baseado no livro do norte-americano John Green, o filme “Cidades de Papel”, com direção de Jake Schreier, é uma história sobre amadurecimento. O estudante Quentin (Nat Wolff) é apaixonado desde a infância por sua vizinha, Margo (Carla Delevingne), uma garota decidida e irriquieta. Ela adora jogos de mistério e gosta de deixar pistas por onde passa. Certa noite, ela o convida para um plano de vingança com seu ex-namorado e ele topa. Depois de uma noite de aventuras pela cidade, Quentin fica ainda mais encantado com  garota. Mas no dia seguinte, Margo desaparece. A busca para encontrá-la coloca Quentin e seus amigos em uma jornada de novas experiências.

O livro “Cidades de Papel” foi lançado no Brasil pela editora Intrínseca em 2013 e, neste ano, ganha relançamento com nova capa. E a adaptação cinematográfica gera expectativas porque o escritor já tem no currículo outro sucesso, tanto editorial como cinematográfico: “A Culpa é das Estrelas”.

Mas não se deve esperar muito do longa “Cidades de Papel”. É uma trama que aborda questões típicas da juventude, como as amizades e desafetos no colégio e os primeiros amores. A produção acertou na escolha do elenco, contando com atores carismáticos para a turma de amigos mais próximos de Quentin. E Carla Delevingne, com seu olhar enigmático, se encaixou bem como Margo (e também parece ter talento para viver futuras vilãs). Mas a trama é destinada realmente a adolescentes e não se deve esperar grandes novidades em termos de roteiro. Outros filmes para o mesmo público, que aliam a ficção científica aos problemas da faixa-etária que é seu público-alvo, como as trilogias "Jogos Vorazes" e "Divergente", abarcam assuntos como poder e política e se tornam, portanto, mais abrangentes. "Cidades de Papel" é um tanto intimista e se centra na passagem do final do colégio e a ida à faculdade, quando é preciso se tomar decisões importantes para toda a vida e para a qual nem todo jovem se sente preparado. O questionamento que fica é até que ponto se deve levar um amor platônico. E o que se levará na memória do período estudantil.

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