Depois de aplaudido e premiado no Festival de Berlim 2015, "Ausência", o drama dirigido por Chico Teixeira, levou também alguns dos principais prêmios do Festival de Gramado 2015. O roteiro, assinado pelo diretor, em parceria com César Turim e Sabina Anzuategui, narra a história de Serginho, mostrando diversos aspectos da vida deste garoto que, como muitos jovens da sua idade, precisa encarar responsabilidades além de seu momento. A sensível câmera do diretor nos leva a seguir o dia a dia do adolescente, assumindo papel de homem da casa cuidando de sua mãe e seu irmão mais novo. Vamos com ele até a feira onde trabalha, e somos observadores atentos de sua amizade com Mudinho e Silvinha. Chegamos a sentir a sutileza de sua relação confusa, entre o sexo e o afeto, com o universo adulto.Um dos acertos do filme está nesta construção, aparentemente simples, totalmente ligada na realidade absolutamente passível de identificação. Roteiro e atuações são convincentes e tornam-se janelas abertas para ver um mundo que pode estar ao nosso redor. O jovem é vivido por um talentoso Matheus Fagundes, e seu professor, pelo aplaudido e já premiado Irandhir Santos. Completam a trama Gilda Nomacce, Thiago de Matos e Francisca Gavilán. Todos eles ajudam Chico Teixeira a seguir sua construção cinematográfica, já reverenciada pelo seu também ótimo "A Casa de Alice".
