Na trama, o casal Tino e Jane tornam-se milionários, ao ganhar 100 milhões de reais na loteria, jurando nunca deixar de ser eles mesmos. Porém, 15 anos depois, o ex-atleta e a ninfeta mudaram completamente. Completamente idiotizados, com dois filhos adolescentes, vivem esbanjando. E em determinado momento, Tino descobre estar falido. Para contornar a situação e não deixar Jane estressada, afinal ela está grávida, o gorducho aceita a ajuda do vizinho e também gerente de seu banco a tentar sair do buraco.
O vizinho é um cara certinho, até demais, que não arrisca nada na vida, Amauri (Kiko Mascarenhas, em sua segunda comédia fracassada em sequência, a outra foi "Totalmente Inocentes"). "Que a Sorte Nos Separe" tenta fazer uma comparação entre uma vida sem normas, com outra totalmente regrada, e mostrar que nenhuma delas é a correta, devendo haver um meio-termo.
O filme ainda não mostra vergonha nenhuma em copiar Almodóvar no uso excessivo de cores berrantes. Mas no final, "Que a Sorte Nos Separe" não passa de um Zorra Total ampliado. Principalmente pelas caretas exageradas de Hassum, e Ailton Graça se passando por gay.
O pior é que certo público aprova este tipo de filme, que infelizmente consegue verba federal para chegar aos cinemas.
Por Chico Izidro
