Desde que o músico e compositor Zeca Baleiro incluiu a pergunta do título em uma de suas deliciosas canções, estava imortalizada a obra mais instigante do cinema moderno sobre os tais parques temáticos dinossáuricos. E agora, de volta às telas de cinema, nem a presença de Steven Spielberg como produtor executivo do tão esperado novo filme da série Jurassic Park, "Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros", é garantia de uma nova maravilha. Dirigida por Colin Trevorrow, a aventura épica baseada nos personagens criados por Michael Crichton, surge na tela com efeitos especiais adequados à contemporaneidade, proporcionando closes de caras e bocas dos protagonistas pré históricos. Mais de 20 anos depois do primeiro filme que encantou o mundo, a nova saga tem roteiro baseado na história criada por Rick Jaffa & Amanda Silver, em que o parque temático, gerido pela ganância novamente é exposto à fúria da natureza que habita os animais ali expostos.Na atual obra cinematográfica, talvez o mais interessante seja a busca de um realismo dos dinossauros e suas variantes, já que o elenco não parece esforçar-se para realizar atuações memoráveis. Para dizer o mínimo. Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Vincent D’Onofrio, Ty Simpkins, Nick Robinson, Omar Sy e BD Wong and Irrfan Khan são os principais nomes dos atores que correm, pulam, saltam, carregam nos trejeitos e se envolvem em piadas manjadas. Ou seja, não se pode esperar um foco narrativo que envolva atuações instigantes. Aí é decepção pura. Tem até romance cliché esquecível na história entre os personagens de Bryce Dallas Howard e Chris Pratt. Aliás, o argumento é rápido para captar: casal em crise manda seus filhos para viver emoções em parque temático que tem a tia dos garotos como uma de suas principais colaboradoras. A tia não vê os garotos à tempo e, no desenvolver da trama se sente culpada pelo passado e pelo presente. Tem até momento para uma rápida reflexão sobre os efeitos de um possível divórcio de seus pais na vida dos dois garotos, em idades distintas.
O fruir do espetáculo cinematográfico proporcionado pelo pessoal do ""Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros" tem que ser baseado na diversão. E se for em 3D, no Imax, o espetáculo tem mais sentido. Simples assim.
