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Risco de decisão

decisao2Há um pensamento recorrente. "Vale perder uma vida para salvar outras?". Esta delicada premissa transpassa o thriller bélico e de suspense "Decisão de Risco" (Eye in the Sky), dirigido por Gavin Hood. Aparentemente trata-se de uma discussão cinematográfica como as guerras assépticas. Aquelas em que não se tem o confronto físico e menos o olho no olho entre os oponentes. Aquela travada com a ajuda das tecnologias mais avançadas no terreno da comunicação e da criação de novas armas de combate.


Com o vigor da atriz Helen Mirren vivendo a coronel Katherine Powell, a trama põe em cena o contexto em que se dá o apertar do botão que vai provocar o disparo letal. O momento de decidir quem vive e quem morre no cenário de uma guerra ao terror. A análise, científica e jurídica, dos chamados efeitos colaterais.


O cenário do filme se dá em Nairóbi, no Quênia, mas também em Londres e nos Estados Unidos. Uma globalização em tempo real. Uma comunicação real e imediata. Decisões tomadas na sala de combate, nos controles dos drones, no vaso sanitário ou na mesa de ping-pong. Tudo contrariando dificuldades de tempo e espaço.


Espionagem e ação estão presentes também em "Decisão de Risco", com Alan Rickman  vivendo o general Frank Benson; e o tenente Steve, vivido por Aaron Paul. A observação dos terroristas em seu habitat, preparando ação suicida que pode provocar inúmeras mortes, gera um clima de suspense e tensão muito bem construído. Roteiro que se parece a outras produções do gênero, se caracteriza por deixar em cena as dúvidas humanas, as brechas jurídicas e os interesses políticos.


Mais do que um filme de simples ação, "Decisão de Risco" pode gerar bons momentos de pensamento sobre o valor da vida. E o valor de UMA vida.


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